Desporto

Petro consegue resultado tranquilizador em Bamako

António de Brito

O Petro de Luanda, vice-campeão angolano, conseguiu ontem um importante resultado, ao empatar (1-1) frente ao Stade Malien do Mali, no Estádio Madibo Keita, em desafio referente à primeira "mão" da última eliminatória de acesso à fase de grupos da Taça Nelson Mandela.

Central Wilson foi um dos principais esteios do sector defensivo dos tricolores na contenda
Fotografia: Mota Ambrósio | Edições Novembro

A formação maliana entrou melhor e passou a pressionar a defensiva contrária , com cruzamentos perigosos, uma vez que explorava os corredores laterais, na ânsia de estar em vantagem no marcador. O conjunto angolano passou por um período difícil durante seis minutos, já que os jogadores levaram algum tempo para adaptar-se ao terreno de jogo.
A jogar no 4-5-1 desdobravel, o técnico Roberto Bianchi entrou com Gerson à baliza. No sector defensivo utilizou Diógenes, Eddie Afonso, Danilson e Wilson. No meio campo jogaram Além, Herenilson, Job, Mateus e Vá. O ataque esteve a cargo de Tony.
Galvanizado com o apoio dos adeptos, o Stade Malien andou sempre à procura do golo inaugural, uma vez que o Petro de Luanda defendia quase à entrada da área.
Em ataque planeado, o vice-campeão angolano causou alguns calafrios à baliza adversária. Aos 11 minutos, Vá desperdiçou uma situação clara para marcar, com um  cabeceamento  a passar muito perto do travessão da baliza.
Na condição de visitante, o Petro não se intimidou e passou a discutir o jogo pelo jogo, depois de ter estudado ao pormenor o adversário, através das imagens de vídeos adquiridas.
Ao aproveitar um erro defensivo do Petro, o Stade Malien adiantou-se no marcador, por intermédio de Ali Sylla, decorridos 23 minutos. À entrada da área, o avançado maliano desferiu um portentoso remate, sem dar hipótese  de defesa a Gerson Barros.
Em desvantagem na partida, a equipa de Roberto Bianchi arriscou e subiu as linhas, o que obrigou o Stade Malien a recuar no terreno. Apesar do resultado desvantajoso, o técnico hispano-brasileiro transmitiu sempre confiança aos seus jogadores, porque sentia que o adversário estava ao alcance do Petro de Luanda.
Com a braçadeira de “capitão”, Job não deu sossego aos defesas adversários. O médio petrolífero foi vezes sem conta derrubado. Na sequência do livre cobrado por Job, o oportuno Vá surgiu na área para igualar a partida com uma cabeçada, aos 31 minutos.
No segundo tempo, a equipa angolana entrou forte e obrigou o Stade Malien a defender-se no seu meio campo. Os comandados de Beto Bianchi sentiam que era possível vencer o desafio, porque o adversário denotava algum cansaço. Aos 55 e 60 minutos, o Petro falhou duas situações claras de golo, por Tony e Vá, respectivamente.
O único embaixador angolano nas provas sob a égide da Confederação Africana de Futebol (CAF) actuou com personalidade, e deu mostra de que a vitória era o principal objectivo. A revelar algum cansaço, Roberto Bianchi trocou Tony por Tiago Azulão, aos 77 minutos. O goleador brasileiro não deu nas vistas, porque não está totalmente recuperado da lesão que o apoquentava. Para a equipa angolana, o empate acaba por ser um resultado tranquilizador, tendo em vista o jogo da segunda mão, agendado para o dia 19 do corrente, no Estádio Nacional 11 de Novembro, em Luanda.
Na Taça CAF, o Petro está a fazer uma excelente campanha, depois de ter eliminado o Orapa United do Botswana (0-0 e 4-2) e Nyuki do Congo Democrático (0-0 e 1-0).

Igualdades marcam arranque da eliminatória

Uma vitória e três empates marcaram ontem a abertura dos jogos da última eliminatória da prova continental. O N'kana da Zâmbia derrotou por 3-0 o San Pedro da Costa do Marfim, com golos de Kampamba, Musondo e Mbewe.
Em Kampala, Vipers do Uganda e Sfaxien da Tunísia empataram sem golos, num jogo disputado sob o signo do equilíbrio. Na segunda "mão", os ugandeses têm uma missão espinhosa, porque a formação tunisina é matreira quando joga no seu reduto. African Stars da Namíbia e Raja de Casablanca de Marrocos também empataram, mas a uma bola. Hoje, na conclusão da eliminatória, o cartaz inscreve as partidas Gor Mahia do Quénia-New Star dos Camarões, Jimma Aba Jofar (Etiópia)-Agadir (Marrocos), Zesco United (Zâmbia)-Kaizer Chiefs (A. Do Sul), Bantu (Leshoto) -Enugu Rangers (Nigéria)- Coton Sport (Camarões)-Ashanti Kotoko (Ghana), Otohô (Congo)-Kampala City (Uganda), Tanger (Marrocos)-Zamalek (Egipto), Al Nasr (Líbia)-Salitas (Burkina Faso), Jaraaf (Senegal)-Berkane (Marrocos) e Al Hilal (Sudão)-Mukura Sports (Rwanda).

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