Desporto

Petro e 1º de Agosto decidem hoje título “Victorino Cunha”

Anaximandro Magalhães

Petro de Luanda e 1º de Agosto discutem hoje às 18h30, no Pavilhão ex-Codenm, o título da 10ª edição do Torneio Victorino Cunha em basquetebol sénior masculino. A partida é a terceira entre os dois maiores gigantes da bola ao cesto, ambos igualados em uma vitória esta época.

Islando Manuel (18) pode ser uma das principais dores de cabeça para os defensores tricolores
Fotografia: Kindala Manuel | Edições Novembro

Orientados por Paulo Macedo, os militares do Rio Seco procuram o quinto troféu, depois das conquistas de 2009, 2011, 2012, 2014 e 2017, ao passo que os petrolíferos, às ordens de Lazare Adingono, tudo hão-de fazer para levar pela segunda vez, após 2010, o ceptro para a sua galeria. Pois, em 2013, 2015 e 2016, a façanha coube ao Recreativo do Libolo.
Destinado a homenagear o maior precursor da senda triunfante do Clube Central das Forças Armadas Angolanas, Victorino Cunha, o torneio é para os “rubro e negros” uma prova de referência e ganhá-lo é uma questão de honra, contrariamente aos tricolores, cuja conquista promove o gozo por ser diante do eterno rival.
Com a procissão ainda no adro, o desfecho do desafio entre Petro e 1º de Agosto, seja em que altura e recinto for, é sempre revestido de incertezas, mas projectada pelo mesmo denominador comum: a vitória.
Mesmo privados dos préstimos de Manny Quezada, extremo-base dos agostinos, de dupla nacionalidade, dominicana e norte-americana, ausente por se encontrar ainda no estrangeiro, e os tricolores Leonel Paulo e Domingos Bonifácio, ambos adoentados, as duas formações prometem um encontro de titãs fundamentado muito à custa de exibições anteriores, onde sempre fizeram imperar inúmeros recortes técnicos individuais.
Os números conferem vantagem avassaladora para os donos da casa, razão pela qual lhes é reservada maior dose de favoritismo à vitória.
Reforçados com Benvindo Quimbamba, Manda João, Hermenegildo Mbunga, Deográcio António, Aldemiro João “Vander” e Olímpio Cipriano, o Petro, mesmo com o histórico desfavorável,  assume a pretensão de erguer a Taça no final dos 48 minutos.
Pôr ponto final ao domínio exercido pelos militares é outro dos objectivos de Lazare e atletas, mas, para isso, é necessário defender com rigor e atacar com critério o quanto baste, condição exigida também a Paulo e aos integrantes do seu plantel.
No 1º de Agosto está em dúvida a utilização de Armando Costa. Posto isso podem alinhar: Hermenegildo Santos, Felizardo Ambrósio “Miller”, John Pedro, Islando Manuel “Papa Ngulo”, Mutau Fonseca, Mohamed Malick Cissé, Eduardo Mingas, Wilson Boaventura, Pedro Bastos, Carlos Cabral, Geraldo Santos e Adilson Vasco.
No Petro de Luanda estão à disposição: Childe Dundão, Joaquim Pedro “Quinzinho”,  Rafael Silva, Aboubakar Gakou, Benvindo Quimbamba, Manda João, António Deográcio, Aldemiro João “Vander”, Hermenegildo Mbunga, Gerson “Lukeny” Gonçalves e José António.
Para chegar à final o Petro ganhou por 99-75, o Interclube, ao passo que o 1º de Agosto vergou, por 99-72, o Desportivo da Marinha.

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