Desporto

Pleno de vitórias da Rússia devolve parte da esperança aos compatriotas

Amândio Clemente | Moscovo

Os adeptos da Rússia eram, no arranque desta 21ª edição do Campeonato do Mundo da FIFA, os mais incrédulos quanto ao desempenho da sua selecção nacional na disputa da primeira fase da competição, fruto da sua fraca prestação durante os jogos de preparação.

Fotografia: DR

Quase ninguém acreditava na possibilidade de a equipa, treinada pelo até então contestado seleccionador Stanislav Cherchesov, chegar à segunda fase da competição. Os adeptos, muito cépticos e pouco satisfeitos com a qualidade do futebol exibido pela selecção nos jogos de preparação, esperavam apenas que os jogadores dignificassem a bandeira do país e saíssem de cabeça erguida da competição. Apenas esta hipótese levava os adeptos dos anfitriões a irem assistir os jogos da sua selecção. Mas, com o pleno feito nas duas jornadas, os russos passaram a ver com outros olhos a sua selecção. O primeiro triunfo foi minimizado dada a fraca qualidade do adversário, mas com a vitória sobre o Egipto de Mohamed Salah a crença na selecção aumentou, as esperanças renovaram-se.
Depois das dificuldades que o Uruguai enfrentou para superar a Arábia Saudita a confiança dos adeptos russos subiu de tom. Aliás, antes, depois do triunfo sobre os egípcios, com alguma complacência dos árbitros sobre a truculência e virilidade ex-cessiva dos russos sobre os adversários, muito próximo da violência, os adeptos saíram à rua e houve passeatas automóveis em diversas partes da gigantesca cidade de Moscovo, euforia que se espalhou pelo país. Parecia até que já tinham conquistado a Copa do Mundo, tal era o ambiente de euforia que se instalou entre os adeptos da Rússia.
Hoje, os adeptos russos já confiam na sua selecção,  perderam até o respeito que tinham por Suárez e Cavani, e acreditam que os jogadores russos são capazes de superar o Uruguai no dia 25, no jogo da terceira e última jornada do Grupo A, assumindo deste modo o primeiro lugar, para enfrentar um adversário teoricamente menos capaz, mesmo sabendo que podem encontrar a Espanha ou Portugal na fase seguinte.
Há aqueles adeptos que elevaram a fasquia ao ponto de acreditar que a sua selecção pode ultrapassar a barreira dos oitavos-de-final, uma meta inicialmente fora de cogitação tal era a descrença na sua selecção.
No seio da equipa o ambiente não é de tanta euforia, mas o sentimento dos jogadores e equipa técnica é de terem cumprido antecipadamente a primeira meta.

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