Desporto

Quatro países disputam última vaga ao Mundial

António Ferreira

A sexta e última janela de qualificação para fase final do Mundial de Basketebol (FIBA' 2019), classe sénior masculina, o primeiro com trinta e duas selecções, disputa-se de 18 a 28 de Fevereiro.

Angola garantiu a oitava presença no certame após derrotar adversários na última janela
Fotografia: JOSÉ COLA | Edições Novembro

Angola, a Nação mais titulada de África, está entre os apurados para a competição, de 31 de Agosto a 15 de Setembro, na China, que tem ainda em aberto catorze vagas.

Vinte e duas selecções estão na corrida às vagas em aberto para o Mundial FIBA’ 2019 e para o qual estão já qualificadas a China (país anfitrião), Angola, Nigéria, Tunísia (África), Argentina, Canadá, EUA, Venezuela (Américas), Austrália, Coreia, Nova-Zelândia (Âsia), Alemanha, Espanha, França, Grécia, Lituânia, Turquia e República Checa (Europa).
Os sete primeiros classificados do Mundial FIBA' 2019 apuram-se directamente para os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020, com um quadro de doze países. As demais vagas serão atribuídas aos vencedores dos torneios pré-olímpicos.
Relativamente à última janela de qualificação no continente africano, quatro países gladiar-seão por dois poleiros: Camarões, República Centro-Africana (RCA), Costa do Marfim e Senegal. Deste lote, o Senegal é a selecção com maiores probabilidades de qualificação, já que necessita apenas de uma vitória e esperar que a Costa do Marfim perca, no mínimo, uma das três últimas partidas da janela em referência.
Em sentido inverso, a Costa do Marfim pode eventualmente garantir a qualifica-ção, caso vença as três últimas partidas ou esperar que o Se-negal não obtenha nenhum triunfo. Outra probabilidade de atingir a fase final será a vitória nas três partidas por uma margem combinada de 65/66 pontos, cifra que lhe permitirá terminar como melhor terceiro classificado.
Contas complicadas para os Camarões de Lazaré Adingono, que terminou a quinta janela na terceira posição do grupo F, mas que para assegurar uma vaga ao Mundial FIBA'2019 precisa de um diferencial superior a 78 pontos nos três últimos prélios.
O mesmo se pode dizer da República Centro-Africana que terá de atingir diferenciais combinados de  119/120 pontos.
 Na zona africana ficaram de fora o Egipto, Mali, Marrocos, Tchad e Ruanda. Na Ásia sobressai o afastamento do Qatar e Síria, enquanto o México, Ilhas Virgens, Chile e Panamá caíram nas Américas. Bulgária, Bósnia Herzegovina, Estónia, Eslovénia e Holanda perderam a corri-da ao Mundial FIBA'2019 na zona europeia.
Ainda no que  diz respeito à última janela de qualificação, nas Américas estão na corrida alguns “habitués” nestas andanças, como o Brasil, Porto Rico, República Dominicana e Uruguai, esta última a necessitar de apenas uma vitória frente a Porto Rico ou México, que seria suficiente para ter vantagem no sistema de desempate. Ao Brasil bastará qualquer vitória na última janela, enquanto a República Dominicana, para seguir em frente, tem de vencer obrigatoriamente o Brasil.
Para a última janela de qualificação, a FIBA iniciou na pretérita segunda-feira (14), o processo de acreditação dos jornalistas, que encerra no dia 18 de Fevereiro.

  Históricos correm risco de falhar  

A Rússia, Croácia e Ucrânia, países com longa tradição no mundo da “bola ao cesto”, têm a vida complicada na última fase de qualificação para o Mundial FIBA' 2019, pelo que  precisarão de esforços adicionais para lograrem tal desiderato.
Com cinco vagas por apurar, alguns históricos correm o risco de ficarem de fora.
Das selecções na corrida pelas cinco vagas em disputa, Ucrânia, Montenegro e Letónia estão de calculadora na mão e a fazer contas à vida, já que precisam imperiosamente de duas vitórias. Porém, uma será o suficiente, em caso de deslize dos seus principais oponentes.
A Rússia, para lograr a qualificação, basta-lhe uma vitória diante da Finlândia ou Bulgária, mas ainda assim a depender de uma combinação de resultados, à semelhança da Sérvia e Geórgia, enquanto a Polónia e Hungria necessitam de duas vitórias.
Na Ásia, o cenário qualificativo não foge muito ao das de-mais zonas, com Líbano, Jordânia, Irão, Japão, Filipinas e Kazaquistão, de cujo lote o Irão pode encerrar a última janela do segundo ao quarto lugares, bastando-lhe duas vitórias.

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