Desporto

Rivais abrem disputa para as meias-finais

Anaximandro Magalhães

Sem implicar contornos decisivos e imediatos, por ainda disporem do jogo de tira-teimas, Petro de Luanda e 1º de Agosto dão início hoje, a partir das 18h30, no Pavilhão Gimnodesportivo da Cidadela, à disputa pelo passe de acesso à Elite G4 da edição “pioneira” da AfroLiga sénior masculina de basquetebol.

Esta noite adversários jogam quinta partida da época, sendo que cada uma ganhou duas
Fotografia: Contreiras Pipas | Edições Novembro

O jogo entre equipas angolanas opõe os militares, primeiros classificados da série C da fase de grupos, com seis pontos, aos petrolíferos, segundos da D, com cinco. O segundo encontro está marcado para o dia 5 de Abril.
Cientes de que em competição a eliminar é imperioso sofrer poucos pontos e marcar o maior número possível, tricolores e rubro e negros, de certo, abordarão o desafio como se de uma final se tratasse, para deste modo dispensarem o recurso à calculadora.
Eternos rivais, os dois colossos do desporto entre portas e de África, fazem antever, muito pela amostra dada no clássico 112, uma partida renhida onde o vencedor será, certamente, desvendado próximo do apito final do trio de árbitros constituído por Wael Ibrahim e Estafanous Sameh, do Egipto, e Guy Kollo Sani, dos Camarões.
Ao que tudo indica, tendo em conta os resultados apertados cuja vantagem máxima alcançada foram de 10 pontos, permite repartir de modo equitativo as probabilidades de triunfo. Em quatro partidas nesta época, o conjunto do Rio Seco, venceu duas, 90-86 e 76-74, e a formação do Eixo Viário idem, 80-70 e 90-87.
Reforçados com as chegadas dos postes norte-americanos Andre Harris, 2,01 metros (1º de Agosto) e Kendall Gray, 2,08 (Petro de Luanda), os técnicos Paulo Macedo e Lazare Adingono vêem aumentado o leque de opções para a materialização do desiderato.
Comparativamente ao encontro referente à primeira jornada da quarta e última volta da fase regular da 41ª edição do Campeonato Na-cional, os agostinos têm de melhorar nos lançamentos de dois pontos onde em 41 arremessos converteram 21, 51,2 por cento, contra 37/24, 64,9 por cento dos comandados de Adingono.
O mesmo tem de suceder nos lançamentos dos três pontos, área em que os comandados de Macedo obtiveram 20 por cento, pois em 25 encestaram somente cinco, contra sete em 31, 22,6 do adversário. Na linha dos lances livres é o inverso, os petrolíferos com 21 em 33, 63,8 terão de correr atrás dos militares para melhorar o registo, pois estes em 46 idas converteram 30, 65,2 por cento.
Nos ressaltos, os jogadores do 1º de Agosto foram também mais fortes, com 45 no total, contra 43 dos do Petro de Luanda.
Certo é, seja em que mo-mento ou ambiente for, tratando-se de um jogo de cariz amistoso ou competitivo, os dois conjuntos não se dão ao privilégio de abordá-lo com pouca intensidade. Aliás, esse é o principal condão do maior clássico do basquetebol doméstico. A sã rivalidade entre ambas equipas obriga os intervenientes a jogarem no limite das suas capacidades.
Lazare tem à sua disposição: Childe Dundão, Joaquim Pedro “Quinzinho”, Rafael Silva, Aboubakar Gakou, Benvindo Quimbamba, Manda João, António Deográcio, Aldemiro João “Vander”, Gerson “Lukeny” Gonçalves, José António, Hermenegildo Mbunga, Kendall Gray e Olímpio Cipriano.
De fora das opções, continua o base Domingo Bonifácio, a recuperar de uma lesão.
Por sua vez, Paulo Macedo tem disponíveis: Hermenegildo Santos, Felizardo Ambrósio, Islando Manuel “Papa Ngulo”, Armando Costa, Mutau Fonseca, Mohamed Malick Cissé, Eduardo Mingas, Wilson Boaventura, Pedro Bastos, Carlos Cabral “Ketson”, Jilson Bango, Geraldo Santos, Emanuel Amauris “Manny Quezada”, Andre Harris e Adilson Vasco.

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