Desporto

Saída de Luanda provoca embaraço aos candidatos

Honorato Silva

A reentrada do 1º de Agosto e do Petro de Luanda no Girabola, depois do afastamento da Liga dos Clubes Campeões Africanos de futebol, sem qualquer vitória, ficou marcada pelo embaraço enfrentado na saída da capital, em função da perda de pontos na 19ª jornada da competição.

Militares tropeçaram , tal como o opositor na luta do título, num terreno onde era improvável
Fotografia: M.Machangongo| Edições Novembro

 

Inactivos a meio da semana, por força da ausência do Juventude de Saurimo, que faltou ao jogo da segunda “mão” dos quartos-de-final da Taça de Angola, os militares do Rio Seco, às ordens do bósnio Dragan Jovic, foram travados no Huambo, pelo Ferrovia de João Pintar da Silva, cujo desempenho justificou o empate (1-1), pela postura ousada assumida frente ao candidato à conquista do título.
Os tetra-campeões nacionais assinaram uma exibição distante do seu registo habitual, bem na contramão do expectável, uma vez estarem a sair das Afrotaças, onde enfrentaram adversários mais exigentes no plano competitivo. O desperdício de pontos leva a questionar a aposta na conquista do inédito quinto título consecutivo, marca exibida sem concorrência pelos arqui-rivais tricolores.
A equipa rubro e negra volta a sair de Luanda na 21ª jornada, para defrontar o Recreativo da Caála, igualmente na província do Hu-ambo, com fortes possibilidades de enfrentar novo embaraço. A seguir à folga na 25ª ronda, dada a desclassificação do 1º de Maio, os militares vão na 28ª à casa da Académica do Lobito e, na 30ª, fecha a disputa da prova frente ao Wiliete de Benguela, no Estádio Nacional de Ombaka.
O Petro de Luanda, orientado pelo espanhol Antonio Cosano, empatou (0-0) com o Sagrada Esperança, na segunda visita à cidade do Dundo, no espaço de quatro dias. Os petrolíferos enjeitaram a oportunidade de recuperar a liderança perdida na abertura da segunda volta, quando consentiram a igualdade sem golos diante do Wiliete, enguiço que permitiu aos agostinos assumirem a primazia, mercê dos 4-0 aplicados ao Progresso Sambizanga.
A formação tricolor revelou-se incapaz de contornar a organização dos diamantíferos comandados por Rock Sapiri, com quem já tinha empatado (1-1), na eliminatória da Taça. O regresso de alguns titulares foi insuficiente para mudar a tendência do desfecho do jogo, mais uma vez marcado pelo equilíbrio.
Focado na reconquista da prova, feito que foge há uma década, o conjunto do Catetão voltou a entrar no registo clemente das últimas épocas, nas quais repetiu os resultados do concorrente. A próxima deslocação será ao reduto do Santa Rita de Cássia, na ronda 21, seguindo-se as visitas ao Cuando Cu-
bango FC, 23ª, FC Bravos do Maquis, 25ª, Recreativo do Libolo, 28ª, e Sporting de Cabinda, no encerramento da competição.
1º de Agosto, líder com 38 pontos, e Petro, segundo, 37, jogam na 26ª jornada o clássico dos clássicos, que pode decidir parte considerável da discussão do troféu. Nos melhores marcadores da prova, Mabululu e Tony, referências de ataque dos rubro e negros e petrolíferos, respectivamente, partilham a liderança com dez golos.
Os colossos do futebol nacional entram em cena amanhã. Os militares defrontam no Lubango o Desportivo da Huíla, em acerto à 17ª jornada, ao passo que os tricolores disputam com o Sagrada Esperança a segunda “mão” dos oitavos-de-final da Taça de Angola.

Maquisardes lançam aviso à dupla da frente

Com a conquista da quarta vitória consecutiva, 1-0, no terreno do Santa Rita, o FC Bravos do Maqui, treinado por Zeca Amaral, lançou um sério aviso à dupla do topo da tabela classificativa. Os maquisardes estão agora na terceira posição, com 31 pontos, a sete da liderança e seis do segundo lugar.
O sucesso da equipa do Mo-xico destapou lacunas administrativas do clube do Uíge. Nzolani Pedro, presidente da agremiação, anunciou pela rádio o afastamento do técnico Marcos Chivinda, quando não há memória de o profissional ter abordado em público as carências na criação de condições de trabalho para o plantel.
A Académica e o Wiliete colocam em alta a província de Benguela, ao contrário do Progresso e Santa Rita, que ganham posição na parte baixa da tabela, no sentido da descida.

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