Desporto

Selecção feminina disputa vaga com Senegal e Mali

António Ferreira

A competição apura directamente as selecções finalistas para o torneio da modalidade nos Jogos de Tóquio'2020 .

Atletas e equipa técnica pretendem melhorar desempenho frente a malianas e senegalesas
Fotografia: FIBA

A Selecção Nacional sénior feminina de basquetebol está emparceirada num grupo de alto grau de dificuldade, no torneio qualificativo para os Jogos Olímpicos de Tóquio'2020, e disputa a vaga com Senegal e Mali.

Ainda sem país anfitrião, aprazado para o período de 14 a 17 de Novembro, o torneio africano de apuramento para os Jogos Olímpicos de Tóquio contará com a participação dos seis primeiros classificados do Afrobasket '2019, Nigéria (campeã), Senegal (vice -campeã), Mali (medalha de bronze), Moçambique, Angola e a República Democrática do Congo.
O sorteio agrupou as seis selecções em dois grupos. Nigéria, Moçambique e República Democrática do Congo (RDC) compõem o “A”, e no “B” estão Senegal, Mali e Angola.
Na primeira fase, o torneio é disputado no sistema “round-robin”, todos contra todos. Na segunda joga-se em sistema cruzado com o vencedor do Grupo A a medir forças com o segundo do B, e o vencedor desta série enfrenta a segunda colocada do A, nas meias-finais. Os vencedores disputam a final e avançam automaticamente para o torneio olímpico.
A cerimónia de tiragem do sorteio contou com a presença presidente da FIBA, Hamane Niang, o recém-eleito presidente da FIBA África, Anibal Manave, o director regional da FIBA África, Alphonse Bile, membros do órgão reitor continental e federações nacionais. As pré-eliminatórias para os Jogos de Tóquio fazem parte do novo sistema de classificação da FIBA, que também muda a forma de qualificação para o próximo Mundial Feminino.
Durante a cerimónia do sorteio, o director regional da FIBA África, Alphonse Bile afirmou que "as selecções africanas precisam de jogar contra equipas de outros continentes. Não será uma surpresa que as duas equipas que jogaram no Mundial da FIBA sejam as que irão jogar o pré-olímpico “.
Entretanto, o Comité Organizador dos Jogos Olímpicos de Tóquio divulgou o cronograma detalhado das competições, observando-se uma mudança no torneio feminino, com as 12 selecções participantes divididas em três grupos de quatro cada, em vez de dois de seis.
As 12 equipas são divididas em três grupos (A, B e C) de quatro selecções. Esta etapa da competição é disputada no formato "round robin", ou seja todos contra todos numa só volta.
As selecções colocadas em primeiro e segundo em cada grupo e as duas melhores terceiras na fase de grupos qualificam-se para a fase final. As quatro restantes regressam antecipadamente para casa.
Para ser coroada campeã olímpica, uma selecção tem de disputar e vencer seis jogos - três na fase de grupos e outros tantos na fase do "mata-mata" (quartos-de-final, meias-finais e final, em vez de oito como nas edições anteriores.

Tarefa complicada
O "cinco" angolano volta a medir forças com sérios candidatos a garantir uma das vagas do grupo, depois de os ter defrontado na 24ª edição do Campeonato Africano das Nações, Afrobasket, em Agosto último, na Arena Dakar, capital senegalesa.
Angola terá pela frente o Mali, detentor da medalha de bronze, e o Senegal, finalista derrotado. Na competição continental, o primeiro desafio das angolanas foi diante das malianas, adversárias do Grupo C, da fase regular. As coisas não correram da melhor maneira para as bicampeãs africanas, com derrota, por 63-73.
O desafio com o Senegal aconteceu nos quartos-de-final da prova. O "cinco" nacional foi incapaz de contrariar o favoritismo teórico das anfitriãs e caiu com estrondo. Derrota expressiva, por 88-54, deitando por terra o sonho de atingir o pódio.
Em declarações ao Jornal de Angola, logo após a realização do sorteio, na capital senegalesa , o técnico da Selecção Nacional, Apolinário Paquete antevê partidas mais equilibradas com as similares do Senegal e Mali, apesar de reconhecer o potencial de cada um dos conjuntos.
O treinador acredita que, em igualdade de circunstâncias, Angola está à altura de fazer jogos mais equilibrados, caso os aborde de maneira diferente em relação aos dos Afrobasket.

 

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