Desporto

Selecção Nacional busca melhoria de classificação

Armindo Pereira | Dakar

A Selecção Nacional sénior feminina de basquetebol tenta melhorar a última prestação, quando defrontar o Congo Democrático, hoje às 14h00, na Arena Dakar, para as classificativas do quinto lugar da 24ª edição do Campeonato Africano das Nações Afrobasket / Senegal' 2019.

Exibição de luxo da Italee Lucas foi decisiva para a conquista da vitória sobre as egípcias
Fotografia: Dr

Em caso de vitória, o combinado angolano vai cumprir os objectivos preconizados de melhorar a posição em relação à prova passada. Apesar de o jogo ser com um dos adversários derrotados na fase preliminar, por 69-49, o técnico pretende abordar o desafio com todas as cautelas, pois "não existem jogos iguais".
Na partida de ontem, o "cinco" nacional começou por explorar as fragilidades defensivas do adversário. Estavam decorridos quatro minutos e o resultado era favorável às pupilas de Apolinário Paquete (12-2), altura que o seleccionador egípcio Ehab Elalfy solicitou desconto de tempo.
As egípcias regressaram com outra disposição, sobretudo a defender. Conseguiram reduzir a diferença de onze para apenas dois pontos (22-20), ao cabo dos primeiros 10 minutos, para insatisfação da equipa técnica angolana, pois estava em causa a melhoria da prestação da edição passada.
O jogo chegou a estar empatado pela primeira vez no arranque do segundo quarto (22-22). Avelina Peso foi lançada para o lugar de Ngiendula Filipe. Quer o jogo exterior, quer as investidas pela zona pintada não surtiam o efeito desejado, e Paquete voltou a responder com mexidas na equipa, numa altura em que o equilíbrio predominava, com ligeiro ascendente da equipa egípcia.
Menos consistentes, as angolanas passaram a correr atrás do resultado, pois o Egipto passou a alternar a táctica de jogo. Conseguia atrair a defensiva angolana, para depois assistir uma jogadora na zona interior livre de marcação, e no ataque seguinte optava por um lançamento exterior

A estratégia resultou numa vantagem de 19-12, no parcial, traduzida numa superioridade ao intervalo, por 39-34. Havia a necessidade imperiosa de mudar a abordagem do lado das angolanas. Alvo de forte marcação, a base Italee Lucas ficou toda a primeira parte em branco. Os lançamentos exteriores esbarravam na parte exterior do aro. A equipa parecia não ter soluções para equilibrar e dar resposta à ascensão das adversárias.
A vantagem do adversário estava na casa dos dois dígitos (48-38), quando o treinador angolano pediu primeiro desconto de tempo.
A selecção vinda da terra das pirâmides passou a dominar a partida por completo, sobretudo o jogo interior, aliado à melhor circulação de bola. Aproveitava cada brecha e voltou a sair triunfante do terceiro quarto, desta por 59-45. Restavam dez minutos para reverter o quadro.
A pressão defensiva sobre a jogadora angolana com bola aumentou, e os erros passaram a ser recorrentes a meio do quarto decisivo. Quando menos se esperava, as jogadoras puxaram dos galões para empatar a partida a 65 pontos, a um minuto do final, com Italee Lucas a ser a principal protagonista.
Uma perda de bola ao ataque deu origem a uma falta técnica, cometida por Nadir Manuel. Menatalla Awad converteu apenas um dos lançamentos e, na sequência, Angola ficou com a posse de bola. Nesta altura, o nervosismo das egípcias fez-se sentir e veio à tona a maior experiência das orientadas por Apolinário Paquete, que conseguiram “arrancar à ferros” a vitória (68-66), que mantém intactos os objectivos. Com 14 pontos e seis assistências, Italee Lucas foi a melhor cestinha de Angola.

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