Desporto

Selecção Nacional treina pela primeira vez em Suez

António de Brito

Com dois casos marcantes durante a preparação, a greve dos jogadores em Portugal e o cancelamento do amistoso com a África do Sul, por falta de pagamento do campo, a Selecção Nacional de Honras de futebol realiza um treino hoje à tarde, na cidade de Suez, tendo em vista a disputa da 32ª edição do Campeonato Africano das Nações (CAN), a disputar-se de 21 do corrente a 19 de Julho, no Egipto.

Os processos de jogo dominam o primeiro aprumo dos Palancas Negras no palco da prova
Fotografia: Contreiras Pipa| Edições Novembro

No treino vespertino, a seguir ao aprumo físico, o técnico Srdjan Vasiljevic centraliza os trabalhos da equipa nos aspectos inerentes aos processos de jogo, quando restam quatro dias para a estreia frente à Tunísia, às 18h00, no New Sports Stadium de Suez, referente ao Grupo E da prova.
Ontem, os Palancas Negras desembarcaram no local dos jogos, depois de cancelado o particular de segunda-feira com os Bafana Bafana.
Até ao dia da partida com as Águias de Cartago, o treinador dos Palancas Negras vai procurar melhorar apenas os pormenores de ordem técnica e táctica, sem descurar a vertente física. Com a não realização do particular frente à selecção sul-africana, Srdjan Vasiljevic vira atenções à melhoria da táctica de jogo, à correcção de imperfeições, bem como na definição do “onze” base a utilizar diante da selecção tunisina.
Apesar dos percalços, jogadores e corpo técnico não poupam esforços e procuram contornar as adversidades na ânsia de apresentarem-se da melhor forma no regresso à elite do futebol africano, após seis anos de ausência.
Na cidade de Suez, o programa de preparação da Selecção Nacional contempla apenas uma sessão de treino dia, de modo a reduzir a carga sobre os jogadores para prevenir o surgimento de eventuais lesões.
Contactado pelo Jornal de Angola, Artur Almeida e Silva, presidente de direcção da Federação Angolana de Futebol (FAF), garantiu que estão criadas as condições em Suez, para que a Selecção Nacional realize uma excelente campanha durante a primeira fase da prova. />“As condições são favoráveis. Tivemos uma equipa em Suez que nos reportou tudo. Com as boas condições encontradas, estou convencido de que Angola terá uma palavra a dizer no CAN”, salientou o dirigente desportivo. Abordado sobre o pagamento das diárias dos jogadores, que motivou em Portugal a paralisação dos trabalhos, o presidente da FAF foi directo na resposta: “temos acautelada a situação. Estamos apenas concentrados na prova”.

Estudo ao adversário

Vitoriosos nos amistosos com o Iraque, Croácia e Burundi, o seleccionador nacional incluiu na agenda de trabalho a visualização das imagens dos jogos da sua similar da Tunísia, a fim de detectar os pontos fortes e fracos a serem explorados. A equipa técnica fez scouting dos três jogos do conjunto treinado pelo francês Alain Giresse, com a finalidade de não defraudar no arranque da competição.
Para a “Operação Egipto”, o seleccionador nacional Srdjan Vasiljevic levou 23 jogadores, três guarda-redes Tony Cabaça (1º de Agosto), Landu (Interclube) e Ndulu (Desportivo da Huíla). Na defesa mereceram confiança, Paizo, Isaac e Dany Masunguna (1º de Agosto), Eddie Afonso e Wilson Gaspar (Petro de Luanda), Jonathan Buatu (Rio Ave), Bastos (Lazio) e Bruno Gaspar (Sporting de Portugal); os médios Herenilson (Petro de Luanda), Show, Macaia (1º de Agosto) e Stélvio (F91 Dundelange), bem como os avançados Gelson Dala (Sporting de Portugal), Mateus Galiano (Boavista), Freddy (Antalyaspor), Djalma Campos (Alanyaspor), Geraldo (Al Ahly),Wilson Eduardo (Sporting de Braga), Mabululu (1º de Agosto) e Evandro Brandão (Leixões).

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