Desporto

Selecção Sub-17 discute apuramento para a final

António de Brito

As selecções de Angola e dos Camarões defrontam-se hoje às 17h30, no Estádio Nacional de Dar-es-Salam, em jogo referente às meias-finais da 13ª edição do Campeonato Africano das Nações em Sub-17, que se disputa na Tanzânia.

Palanquinhas querem continuar a fazer história depois de garantido o Mundial do Brasil
Fotografia: Agostinho Narciso| Edições Novembro

Depois ter alcançado o primeiro objectivo, o apuramento para o Campeonato do Mundo de futebol, a disputar-se de 5 a 27 de Outubro, no Brasil, o conjunto angolano procura, diante dos Camarões, o passe para a final da prova continental.

Em competições sob a égide da Confederação Africana de Futebol (CAF), Angola e Camarões medem forças pela primeira vez num jogo rodeado de interesse e de desfecho imprevisível.
Ambas as formações, depois de garantirem presença no Mundial do Brasil, pretendem carimbar a passagem para o último percurso do “Africano”.
O jogo Angola-Camarões promete ser intenso do primeiro ao último minuto, uma vez que os contendores estão com o pensamento virado exclusivamente para a final do próximo domingo.
Atendendo à experiência acumulada dos Camarões em competições do género, Angola tem de realizar um jogo inteligente, fazendo a bola circular de pé para pé a toda a dimensão do terreno, visto que a equipa camaronesa é alta e bem dotada fisicamente.
Neste particular, a Selecção Nacional Sub-17 perde para o adversário. Ainda assim, não inviabiliza a pretensão de triunfar, desde que abordem o jogo com seriedade e cautelas redobradas.
Se os comandados de Pedro Gonçalves fizerem o jogo pelo jogo, de forma a tirar o maior proveito das facilidades da equipa adversária vão, certamente, vencer o encontro.
Apesar de ser uma potência africana a nível do futebol jovem, a selecção camaronesa não é invencível e pode ser perfeitamente contornada.
Angola tem de encarar os Camarões olhos nos olhos e não se deixar intimidar pelo facto do opositor ser mais experiente e de participar com regularidade em fases finais da competição africana.

Equipa ao ataque

Para garantir a qualificação inédita, o técnico Pedro Gonçalves vai apostar numa equipa ousada do ponto de vista ofensivo, sem descurar o sector defensivo. Frente aos Camarões, Pedro Gonçalves deve alterar a estratégia, mas não mexe na equipa que utilizou nos três últimos encontros.
Sendo assim, o treinador português vai alinhar com Cambila à baliza,Gegé, Afonso,Tony e Pablo (defesas), Cláudio, Mimo, Netinho e Zito (médios), Inácio Tomé e Osvaldo Capita (avançados), num claro 4-4-2 desdobrável.

Prestação de ambas

Durante a primeira fase da prova, os Palanquinhas tiveram um desempenho aceitável ao classificarem-se na segunda posição do Grupo A, com seis pontos.
Na jornada inaugural, a selecção estreou-se com vitória diante do Uganda, ao vencer por 1-0, sendo que no segundo jogo perdeu pelo mesmo resultado diante da Nigéria. No terceiro desafio redimiu-se, por 4-2, frente à Tanzânia.
Com sete pontos, a selecção camaronesa foi primeira classificada no Grupo B, ao vencer a Guiné Conacri e Marrocos (2-0 e 2-1), tendo empatado (0-0) com o Senegal.
Na outra meia-final, Nigéria e Guiné Conacri jogam às 14h00, no mesmo estádio, num jogo aguardado com enorme expectativa, pelos amantes da modalidade, a julgar pela rivalidade existente entre ambas as selecções. Nigerianos e guineenses disputam uma partida de elevado grau de dificuldade, pois definiram como meta a presença na final. Vai ser seguramente um desafio impróprio para cardíacos e de prognóstico reservado.
A Nigéria confirmou o estatuto de selecção vencedora no Grupo A, já que em três jogos disputados venceu dois e empatou outro, perfazendo sete pontos. Já a Guiné Conacri classificou-se na segunda posição do Grupo B, com seis pontos.

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