Desporto

Selecção Dinamarquesa conquista troféu

António Ferreira

“Bye bye França”, “See you Dinamarca”! Foi com este refrão que o mundo do andebol se despediu da vigésima sexta edição, que ontem atingiu o seu epílogo. A Dinamarca é a nova campeã do mundo, ao derrotar a Noruega com clarividência e soberba à mistura, por 31-22, quando ao intervalo já vencia por 18-11.

“Sete” dinamarquês (de branco) teve prestação irrepreensível sem consentir derrota
Fotografia: afp

Rei morto, rei posto! Melhor campeão não seria de esperar, por tudo o que a Dinamarca produziu ao longo da prova, com um percurso imaculado e sem qualquer resultado negativo. Palavras para quê? É caso para dizer que a máxima \"em casa mandou eu\" encaixa como uma luva.
O desafio não tem muito que se lhe diga, e valeu a imprevisibilidade, em termos de resultado, entretanto desfeita muito cedo, com os “Vikings” a mudarem de estratégia à passagem do minuto quatro, quando o placard registava uma igualdade a quatro bolas.
Volvidos três minutos, a Dinamarca ganhou uma vantagem de duas bolas, que paulatinamente foram dilatando, com os noruegueses sem soluções à vista para nesse período encontrarem os diagramas defensivos mais eficazes, e encontrarem um ponto de equilíbrio na partida, ou o antídoto para parar o fluxo ofensivo dos \"Vikings\".
Mas, o equilíbrio conseguido foi sol de pouca duração, e num ápice a Dinamarca abriu uma vantagem de sete bolas (17-10), quando restavam jogar pouco mais de dois minutos para o descanso.
Para o técnico norueguês C. Berge não havia mais nada a fazer. O destino estava traçado, e só um acidente de percurso poderia alterar o destino do desafio nas quatro linhas. Veio a segunda parte e pouco ou quase nada mudou, com a Noruega sem antídotos para fazer contra-ponto à eficácia quer defensiva quer ofensiva dos dinamarqueses, que conquistam o seu primeiro título mundial. Aliás, Noruega caiu bem cedo na real e chegou à conclusão que tinha poucas hipóteses de atingir o estrelato e a consagração.
De resto, os minutos finais foram penosos para a Noruega, que não via a hora do apito final, já que não tinha a mínima hipótese de lograr um diferencial mais curto. Em resumo, o título assenta bem à Dinamarca, a melhor selecção do mundo da actualidade.

No entanto, o campeão mundial destronado, França, promete acertar contas no torneio olímpico de Tóquio em 2020,  mas é pouco crível, pelos níveis apresentados pelos jogadores que compõem a selecção dos  \"Vikings\".

França conquista medalha de bronze

Sem honra, mas com glória, a França despediu-se do Mundial\'2019 de medalha ao peito, conquistando o bronze, ao derrotar a anfitriã Alemanha, por tangenciais 26-25, depois de uma desvantagem de três bolas (9-12)no final da primeira parte.
Uma segunda parte dramática marcou o confronto para a atribuição da medalha de bronze e, consequentemente, a definição do terceiro e quarto classificados da geral da competição. Com choros à mistura, que lembram os tempos de infância, os ex-campeões mundiais precisaram de esforços adicionais e uma disciplina táctica de fazer inveja, para suplantar uma Alemanha que puxou dos galões, transcendeu-se e, mais do que isso, perdeu o respeito, discutindo palmo a palmo o desfecho da partida.
Apesar de toda a entrega e estoicismo dos alemães, a história do duelo estava escrita.
 A França fez o inverso e optou pela contenção, muitas vezes a roçar o anti-jogo, mas levou a “água ao seu moinho”,  jogando o necessário para construir o resultado que se ajustava às suas pretensões.
Mais do que o passe olímpico, o bronze era a meta e os franceses não deixaram os seus créditos em mãos alheias, cumprindo os serviços mínimos para saírem com alguma glória. De campeão a terceiro a distância é grande mas valeu a entrega.

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