Desporto

Selecção Nacional joga quinta janela em Luanda

Anaximandro Magalhães

Quando albergar de 30 de Novembro a 2 de Dezembro a disputa da quinta janela referente ao Grupo E do Torneio Africano de Qualificação, Angola pode proporcionar a abreviação do percurso rumo à 18ª edição do Campeonato do Mundo sénior masculino de basquetebol, China 2019.

Extremo Carlos Morais (em posse da bola) deve voltar a merecer a confiança de Will Voigt
Fotografia: Miqueias Machangongo| Edições Novembro

Depois de ter acolhido em Novembro do ano passado a primeira janela, a capital angolana volta a merecer a preferência da FIBA, tendo pesado para a atribuição o historial granjeado ao longo de anos, bem como a qualidade das instalações desportivas e hoteleiras.
Segunda classificada com 15 pontos, a Selecção Nacional precisa de apenas duas vitórias para, pela oitava vez, marcar presença num Mundial, o primeiro a ser jogado de modo inédito em oito cidades diferentes daquele país asiático, que acolhe a prova de 31 de Agosto a 15 de Setembro do próximo ano.
Se vencer os três desafios contra Camarões, Chade e Tunísia, a selecção soma 21 pontos e assegura a segunda posição, uma vez que a primeira muito dificilmente fugirá à Tunísia, líder com 18, e única invicta, pois venceu os nove jogos. Marrocos e Egipto também procuram o apuramento na mesma série.
A jogar em casa onde fez o pleno na abertura da competição, a equipa nacional angolana tem no factor casa bálsamo extra para tirar proveito desta condição e com isso materializar o objectivo a que se propõe.
Na eventualidade de vencerem e os seus perseguidores directos, Egipto e Camarões, ambos com 14 pontos, não o fizerem, os comandados do seleccionador William Voigt chegam aos 19 pontos, obtendo a qualificação. Se falhar os triunfos, a equipa desce para o terceiro lugar e fica “refém” da combinação de resultados do Grupo F. Os regulamentos do órgão reitor prevêem o apuramento apenas do primeiro e segundo classificados de cada série, bem como o terceiro melhor posicionado.
Por isso, é obrigatório para William Voigt, coadjuvado pelos angolanos Walter Costa e Sérgio Cristóvão, o compatriota John Bryant, o norueguês Mathias Eckhoff e o congolês democrata Emmanuel Mavomo, conjugar esforços para propiciarem condições, sobretudo tácticas, para Angola vergar os adversários, determinados também  a marcar presença na “cimeira” asiática da bola ao cesto.
O Mundial na China será o primeiro, em mais de 66 anos de história da competição, a testemunhar a presença de 32 selecções.
A estreia de Angola num Mundial aconteceu em 1986, em Espanha. Depois, o país  marcou presenças regulares na Argentina (1990), Canadá (1994), Grécia (1998), Estados Unidos da América (2002), Japão (2006), Turquia (2010) e Espanha (2014).
No Grupo F, com a Nigéria qualificada também em antecipação, com 18 pontos, discutem os últimos passes Senegal (16), República Centro Africana (RCA) e Costa do Marfim (13), Ruanda e Mali, ambos com 12.

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