Desporto

Senegal quer título inédito; Argélia a segunda conquista

Honorato Silva | Cairo

Dia de todas as decisões! Senegal ou Argélia, um desses países será esta noite, depois da final das 20h00, no Estádio Internacional do Cairo, o sucessor dos Camarões na posse do título da Taça de África das Nações em futebol, cuja 32ª edição termina hoje, no Egipto.

Argelinos não comemoram uma conquista africana desde o longínquo ano de 1990
Fotografia: DR

Para trás ficaram 29 dias de competição intensa, promessas e muitas frustrações, a seguir ao jogo inaugural, a 21 de Junho saldado no triunfo (1-0), sobre o Zimbabwe, do Egipto, Faraós que cedo, ainda nos oitavos-de-final, confir-
maram as suspeitas de falta de arcaboiço competitivo para a consumação do desafio de chegar aos oito troféus da prova continental.
Ao derradeiro desafio, que vai consagrar o melhor entre os melhores, chegaram as selecções mais competitivas, apenas igualadas pelas Super Águias da Nigéria, consoladas com a conquista da oitava me-dalha de bronze, depois da queda dramática aos pés dos argelinos, nas meias-finais.
Frente-a-frente vão estar a melhor defesa, do Senegal, somente um golo sofrido, em seis jogos, e o ataque mais produtivo, da Argélia, com 12 tentos marcados, em igual número de partidas disputadas. Um registo que dispensa considerações, quanto à competência dos finalistas.
Às ordens de Aliou Cissé, os Leões da Teranga estão na sua segunda decisão do título africano, 17 anos depois da derrota aos penalties, frente aos Camarões, no Mali, com um registo de cinco vitórias e uma derrota, averbada precisamente diante do adversário de hoje, por 0-1, na segunda jornada do Grupo C.
Já as Raposas do Deserto, orientadas por Djamel Belmadi, estão com cinco triunfos e um empate. Mas os seus desafios mais difíceis foram os disputados com os senegaleses, marfinenses e nigerianos, nos quais tiveram de fazer mais do que os serviços mínimos para pontuar ou continuar na rota do segundo título, quando distante está o êxito alcançado em 1990, em casa.
O histórico dos jogos entre as selecções dá uma esmagadora vantagem aos argelinos, que em 20 partidas ofi-
ciais venceram 11, empataram cinco e perderam quatro, com 29 golos marcados, contra 17 do opositor. Na fase final da Taça de África das Nações o registo é de três vitórias dos magrebinos e um empate, em quatro partidas.

Fraqueza dos números
A confirmar que os números estatísticos mostram quase tudo, porém, escondem o essencial, o desempenho dos dois países no Egipto, sobretudo pelo futebol alegre que estão a exibir, afasta a ideia de uma disputa entre o gigante Golias e o pequeno David. O favoritismo está re-partido em parcelas iguais, por isso o desfecho será encontrado no somatório dos acertos e erros.
O Senegal, projectado no rigor e segurança na defesa de Aliou Cissé, parte inspirado pelo talento de Sadio Mané, craque africano do Liverpool de Inglaterra, que pede licen-ça para figurar no pódio dos melhores futebolistas à escala mundial, após a conquista da Liga dos Clubes europeus. A Argélia, réplica fiel do estilo ofensivo de Djamel Belmadi, encontra conforto na magia de Riyad Mahrez, reforço de luxo do Manchester City, bicampeão das terras de Sua Majestade.


EQUIPAS PROVÁVEIS

Senegal- Alfred Gomis; Lamine Gassama, Youssouf Sabaly, Salif Sané e Gana Gueye; Cheikhou Kouyaté (cap), Henri Saivet, Badou Ndiaye e Krépin Diatta, M’Baye Niang e Sadio Mané.
Treinador -Aliou Cissé

Argélia - Rais M´Bolhi; Mehdi Zeffane, Aissa Mandi, Djamel Benlamri e Ramy Bensebaini; Adlène Guédioura, Ismael Bennacer, Riyad Mahrez (cap) e Sofiane Féghouli; Baghdad Bounedjah e Youcef Belaili.
Treinador - Djamel Belmadi

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