Desporto

Srdjan Vasiljevic e FAF estão em rota de colisão

António de Brito

O técnico da Selecção Nacional de futebol, Palancas Negras, Srdjan Vasiljevic e a direcção da Federação Angolana de Futebol (FAF) estão em rota de colisão, motivo que poderá levar o sérvio a rescindir, a qualquer momento, de forma amigável, o vínculo contratual cujo término está previsto para 7 de Dezembro.

Treinador de nacionalidade sérvia recusou orientar a selecção nas eliminatórias para o CHAN
Fotografia: M. Machangongo | Edições Novembro

Vasiljevic sente que já não há clima para continuar a orientar a equipa, uma vez que a FAF não honra os compromissos, após a assinatura do contrato de trabalho, a 9 de Dezembro de 2017.
Atrasos salariais e o não pagamento do prémio de qualificação para o CAN do Egipto, fizeram com que o técnico recusasse orientar a preparação da selecção, visando o desafio diante da eSwatini (ex-Suazilândia), marcado para 28 do corrente, referente à primeira “mão” das eliminatórias de apuramento para o CHAN'2020, prova a decorrer nos Camarões.
Depois de ter pago, os respectivos prémios pela qualificação aos jogadores, a FAF não honrou o compromisso com 13 integrantes da equipa técnica liderada por Srdjan Vasiljevic, sendo oito treinadores, dois fisioterapeutas, um médico e dois seccionistas. />À frente dos Palancas Negras, o técnico Srdjan Vasiljevic cumpriu o primeiro objectivo dos dois assumidos (apuramento para o CAN do Egipto), o outro passa pela qualificação ao CHAN.

Prémios causam indignação

Dos 500 mil dólares atribuídos pela Confederação Africana de Futebol (CAF), o órgão reitor do futebol angolano pagou aos atletas o valor de qualicação em kwanzas, o que criou um mal estar no seio dos atletas. Os jogadores que participaram na fase de apuramento para o CAN, com um e dois jogos, não foram contemplados pela FAF.
Para aclarar estas e outras situações, o Jornal de Angola tentou ouvir, sem sucesso, o presidente da Federação Angolana de Futebol, Artur Almeida, e o vice-presidente para as selecções nacionais, Adão Costa. Ambos tinham os telefones desligados.

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