Desporto

Sucesso protege Dragan Jovic da pressão da concorrência

Honorato Silva

Num período de desespero, depois de tanto mudar de treinador, sem conseguir chegar ao tão desejado título do Girabola, que chegou a estar distante do clube durante 10 anos, a direcção do 1º de Agosto, presidida por Carlos Hendrick da Silva, confiou a tarefa ao bósnio Dragan Jovic, antigo técnico do Borac Banja Luka da Bósnia.

Fotografia: DR

Para tal, teve de interromper o consulado do luso-moçambicano Daúto Faquirá, ainda na primeira volta do Girabola de 2014. Muito observador e pouco dado a discursos, o treinador disse à chegada que o plantel tinha qualidade, mas precisava de intensidade de jogo, de modo a encurtar o campo e, com isso, inviabilizar a progressão dos adversários.
A equipa terminou em quarto lugar, com 52 pontos, a 17 do campeão Recreativo do Libolo, que repetiu a proeza em 2015, porém, igualados a 60 pontos com os rubro e negros. Está dado um sinal claro de afirmação competitiva e mudança do paradigma no controlo da hegemonia.
A chegada à consagração, em 2016, acabou por ser um processo natural. A potenciação do plantel montado por Faquirá, com retoques pontuais, abriu caminho a um percurso consistente, do qual se destacam Gelson Dala, melhor marcador, 23 golos, e Ary Papel, no ataque.
Pela consistência da equipa e dinâmicas criadas no balneário, a revalidação do título, em 2017, foi um feito natural, ao ponto de o clube conservar o ascendente em 2018, mesmo com a saída de Jovic, por razões de saúde. Zoran Maki, o sérvio que regressava ao clube que serviu como adjunto de Lujbinko Drulovic, em 2010, assinou números assinaláveis à frente dos militares, ao terminar o Girabola como campeão com apenas oito golos consentidos, em 28 jogos realizados.
Chamado para render Maki, após uma saída intempestiva, sobretudo pela excelente campanha na Liga dos Clubes Campeões, Dragan Jovic, 56 anos, começou por ser eliminado de forma precoce nas Afrotaças, assinou o melhor registo da história do Campeonato Nacional da I Divisão, com a conquista do título sem qualquer derrota.
Debaixo dos holofotes, o treinador dos tetra-campeões tem boa parte das atenções viradas para a Liga dos Clubes Campeões, por forma a superar o défice de resultados na prova continental. Os três títulos do Girabola servem de almofada na competição interna.

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