Desporto

Título do CAN é disputado no final de semana dos países árabes

Honorato Silva | Cairo

A marcação da final da 32ª edição da Taça de África das Nações em futebol, que decorre no Egipto, para sexta-feira, obedeceu à cultura dos países árabes, nos quais o grande repouso é gozado nesse dia da semana.

Fotografia: DR

Ao contrário do mundo ocidental, o domingo é o primeiro dia útil, de modo que as instituições e serviços administrativos, nomeadamente bancos, cartórios e escolas, funcionam sem quaisquer interrupções, aspecto cultural tido como relevante pela Confederação Africana (CAF), na escolha das datas do início e fim da prova.
Assim, o público local dispõe de um dia livre de obrigações formais, para dedicar atenção ao evento desportivo, cenário que permite ao comité organizador criar perspectivas animadoras quanto ao encaixe de bilheteira, uma vez a adesão dos adeptos ter sido afectada pela eliminação da equipa egípcia, ainda nos oitavos-de-final, diante dos Bafana Bafana da África do Sul.
O Estádio Internacional do Cairo, palco de verdadeiros banhos de multidão, nos quatro jogos disputados pelos Faraós, com assistências próximas dos 75 mil lugares esgotados, passou a registar o cenário desolador de bancadas vazias, a imagem de marca desta edição da Taça das Nações.
As selecções da Argélia, Nigéria, Senegal e Tunísia, que ultrapassaram as várias barragens até à presença nas meias-finais, disputas ontem, reforçaram as claques, com a chegada ao Cairo de milhares de adeptos provenientes das respectivas capitais.
O Jornal de Angola apurou que o distanciamento do público, nos jogos das equipas visitantes, resulta, em grande medida, do preço dos bilhetes, orçado em 800 libras egípcias, o equivalente a 48.21 dólares, mais de 20 mil kwanzas. Porém, há indicação do registo de casa cheia na próxima sexta-feira, mesmo sem a presença em campo de Mohamed Salah.

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