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Transferências batem recordes no Inverno

Em Janeiro de 2017, de forma surpreendente, o brasileiro Oscar mudou-se do Chelsea para os chineses do Shanghai SIPG, por 60 milhões de euros, um valor nunca visto na chamada janela de transferências de Inverno.

Mudança de Coutinho custou uma fortuna ao Barcelona
Fotografia: lluis Gene | AFP

Um ano depois, esse recorde foi completamente eclipsado por vários negócios nesta reabertura de mercado. E se o Barcelona acabou por fazer do brasileiro Coutinho o protagonista principal ao pagar 120 milhões de euros ao Liverpool - que ainda poderá receber mais 40 milhões dependentes de variáveis -, foram os clubes ingleses aqueles que mais investiram.
 Aliás, antes de concluído o negócio Coutinho, já os “reds” tinham batido o re­corde de Oscar, ao pagar 78,8 milhões de euros ao Southampton por Virgil van Dijk, central holandês que se tornou o defesa mais caro de sempre.
Mas as ‘loucuras’ deste mercado não se ficaram por aqui. E o Manchester City voltou a estar em evidência. Mesmo depois de ter gasto no Verão quase 140 milhões em três defesas (Danilo, Kyle Walker e Benjamin Mendy) - aos quais se juntou ainda o guardião Ederson (ex-Benfica), que custou mais de 40 milhões de euros, não hesitou em investir mais de 65 milhões em outro central, o francês Aymeric Laporte, pagando a cláusula de rescisão ao Athletic Bilbao. Um negócio que gerou outra das surpresas deste período, com a controversa mudança de Iñigo Martínez para San Mamés, deixando a Real Sociedad, onde fez toda a carreira, também neste caso pagando a cláusula de 32 milhões de euros. Uma transferência entre os dois grandes rivais bascos, que originou enorme discussão em Espanha.
Na lista dos maiores negócios entra ainda o regresso de Diego Costa ao Atlético Madrid, acertado em Setembro mas só efectivo em Ja­neiro. E não deixa de ser inesperado que os "colchoneros" tenham deixado 66 milhões de euros nos cofres do Chelsea pelo avançado que vendera aos blues em 2014 por 38 milhões.

O prodígio Pellegri
Numa janela em que a troca de Alexis Sánchez por Mkhtaryan foi outro dos destaques - o jogdor chileno, em final de contrato com o Arsenal, rumou ao Manchester United, com o arménio a fazer o percurso inverso -resta salientar mais um recorde: aos 16 anos, Pietro Pellegri deixou o Génova e assinou pelo Monaco, tornando-se o jogador desta idade mais caro de sempre ao custar 21 milhões de euros (mais 4 milhões variáveis).

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