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Lobito imparável no crescimento industrial

Sampaio Júnior | Lobito

O Lobito regista um movimento frenético rumo ao crescimento. O grande impulso é dado por novas pequenas e médias empresas equipadas com novas tecnologias e com pessoal especializado ao seu serviço, referiu Alberto Gongo, responsável da Administração Municipal para os assuntos sociais.

Alberto Gongo falou da vida no munícipio
Fotografia: Sampaio Júnior

O Lobito regista um movimento frenético rumo ao crescimento. O grande impulso é dado por novas pequenas e médias empresas equipadas com novas tecnologias e com pessoal especializado ao seu serviço, referiu Alberto Gongo, responsável da Administração Municipal para os assuntos sociais.
Dados fornecidos pela Repartição Municipal de Finanças do Lobito dão conta do aumento da arrecadação de receitas. As novas infra-estruturas ligadas ao ramo da indústria pesada, onde se destacam a nova refinaria do Lobito e o porto mineiro, esgotaram o pólo industrial da Catumbela.
O Governo Provincial de Benguela tem um projecto para lançar um segundo pólo industrial, na região do Biópio.
O Porto Comercial do Lobito e a modernização do CFB permitiram um crescimento notório da economia da região. O ramo da hotelaria e turismo também regista um grande desenvolvimento, com a abertura de novos hotéis e restaurantes. As ruas da cidade estão asfaltadas, os bairros da periferia têm uma nova rede de iluminação pública a funcionar e há cada vez mais casas ligadas à rede pública de água.
Há agências bancárias por toda a cidade, equipadas com “multicaixas”, que permitem o levantamento de valores de forma rápida e eficiente. No quadro do programa de investimentos públicos, o Lobito atravessa o melhor momento económico e social e foram criadas condições que permitem assegurar mais empregos para a juventude.
O volume de investimentos públicos e privados no Lobito aumentou de uma forma visível, o que fez do município o segundo parque industrial nacional.
O Executivo está a adoptar políticas que visam assegurar a promoção social e económica de milhares de famílias, fortalecer o mercado interno e criar compatibilização entre crescimento e distribuição de riqueza. De acordo com Alberto Gongo, a distribuição da riqueza, através da criação de novos empregos e infra-estruturas sociais como hospitais, escolas e estradas, são formas seguras de acabar com as assimetrias regionais e de combate à pobreza.

Regresso às aldeias

O cenário actual aponta para uma curva ascendente de crescimento, devido sobretudo ao incremento de investimentos de entidades públicas e particulares. Com a paz, milhares de pessoas, que viviam de uma forma precária no Lobito, regressaram às suas aldeias e agora trabalham na agricultura onde têm melhores condições de vida.
 “Podemos orgulhar-nos das conquistas alcançadas e os resultados são visíveis. A produtividade nas empresas aumentou e existe igualmente motivação entre os quadros nos vários serviços do sector público e privado. Muitos jovens encontraram o primeiro emprego”, disse Alberto Gongo.

Aterro dos pântanos e mangais

O aterro dos pântanos e mangais permite a construção de novas infra-estruturas. Todas as acções de aterro são autorizadas pela Administração Municipal e mereceram um rigoroso estudo de impacto ambiental: “agora, vamos continuar com os olhos postos no progresso da cidade, mas sempre com o controlo e manutenção dos recursos naturais”, disse Alberto Gongo.
O Programa Municipal Integrado de Desenvolvimento Rural e Combate à Pobreza veio renovar o fôlego dos investimentos públicos no domínio das águas e da energia eléctrica, com forte impacto na melhoria da vida das pessoas.
A acertada decisão de estimular o mercado interno criou um novo dinamismo no município do Lobito, com a construção de novas escolas e hospitais.
O Hospital Central do Lobito foi integralmente reabilitado e apetrechado e hoje é orgulho dos habitantes, que têm serviços Mas foram construídas outras unidades com todas as valências para atendimento de pacientes na periferia da cidade. Em breve abre o Campus Universitário de Benguela, na Catumbela.    
O sector da energia eléctrica ainda não atingiu a estabilidade. Mas a barragem do Lumaúm em breve vai fornecer energia suficiente para resolver os problemas existentes.

Encantos do Lobito

O Lobito tem mil e um recantos que devem ser descobertos nas áreas da cultura e a sua história. Cidade litoral de tradições e belezas é uma das atracções turísticas emblemáticas da província de Benguela. A zona ribeirinha da Canjala, Catumbela e Biópio são dignas de visita.
A Restinga e a vista da cidade a partir do miradouro no bairro da Bela Vista, zona alta da cidade do Lobito, são postais de uma cidade que já foi classificada como a “sala de visitas” de Angola.
De manhã ou ao fim da tarde é possível fazer um cruzeiro pela Catumbela e descobrir as antigas e imponentes pontes que ligam um passado nobre a um futuro que interliga as cidades do Lobito e Benguela, ou a moderna ponte 4 de Abril. 

Fuga dos flamingos

Desapareceram os flamingos rosados e acabou o Carnaval do Atlético do Lobito.  Desapareceram os mangais, as valas de irrigação das antigas plantações de açúcar da Cassequel, os pântanos e as salinas. As lagoas secaram. Os flamingos rosados, que foram durante anos a “marca” do Lobito, também se foram embora. As aves de pernas longas das lagoas do Lobito, deixaram de colorir o céu da cidade às primeiras horas da manhã e ao entardecer. 
Com desenvoltura e simpatia, o flamingo conquistou, por mérito próprio, o direito de ser o símbolo da cidade. Há alguns anos eram encontrados aos bandos no Compão, na Caponte, na Canata e no Liro. A sua ausência deixou a cidade mais pobre.

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