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Manutenção das estradas reduz a sinistralidade

Fula Martins| Kuanza Norte

As estradas precisam de conservação desde que a obra termina, para que as suas condições operacionais sejam preservadas e os recursos públicos rentabilizados. Lopes Bartolomeu, regedor do Lucala, está satisfeito com a escolha do seu município para o lançamento do Programa Nacional de Conservação e Manutenção das Estradas.

As estradas precisam de conservação para que as suas condições operacionais sejam preservadas e os recursos rentabilizados
Fotografia: Dombele Bernardo

As estradas precisam de conservação desde que a obra termina, para que as suas condições operacionais sejam preservadas e os recursos públicos rentabilizados. Lopes Bartolomeu, regedor do Lucala, está satisfeito com a escolha do seu município para o lançamento do Programa Nacional de Conservação e Manutenção das Estradas.
Segundo ele, este tipo de actividade já devia funcionar há bastante tempo para que as estradas não voltassem a danificar rapidamente.
O ancião lembrou que no passado havia a Junta Autónoma de Estrada de Angola (JAEA) que se responsabilizava na conservação e manutenção das estradas de Angola. "Essa junta estava espalhada em todo país".
Lopes Bartolomeu diz que o programa vai permitir reabilitar as estradas de todo o país e facilitar a circulação de pessoas e bens: "o programa vai trazer desenvolvimento aos angolanos, sobretudo aos que vivem ao longo das vias e muitos jovens vão poder obter o seu primeiro emprego".
Tekassala Manuel, camionista no percurso entre Luanda e Malange, que presenciou ao lançamento do programa, disse que a manutenção das estradas preserva a sua qualidade e facilita a circulação: "é um investimento necessário, já que a falta de manutenção das estradas acelera a sua degradação, reduz a vida útil das vias e obriga a novos investimentos".

Fundo Rodoviário

O ministro do Urbanismo e Construção anunciou que o Fundo Rodoviário, instituído pelo Executivo, vai suportar a política de desenvolvimento das estradas e funcionar à semelhança do Fundo de Fomento Habitacional. Fernando da Fonseca assegurou que o seu ministério está a estudar o estado das estradas nacionais, secundárias e terciárias.
O Executivo disponibilizou verbas para a revitalização das brigadas provinciais do Instituto de Estradas de Angola que se encarregam da avaliação do estado das estradas e pontes do país.
O ministro da Construção e Urbanismo assegurou que o regular funcionamento do Caminho-de-Ferro de Luanda (CFL) provocou a baixa dos custos dos materiais de construção e dos equipamentos: "com o comboio a funcionar, o preço por quilómetro de estrada vai ser mais baixo".
Fernando da Fonseca disse que o Executivo está a trabalhar para honrar o compromisso de criar boas condições de vida às populações do interior do país. Acrescentou que com a execução do programa, vai existir mais disponibilidade financeira para atender às necessidades das populações.
O governador de Malange, Boaventura Cardoso, enalteceu o empenho do Presidente José Eduardo dos Santos na melhoria das vias de circulação que ligam o país. Para ele, o programa de conservação e manutenção de estradas vai contribuir para a melhoria da livre circulação na estrada entre Lucala e Malange, além de proporcionar emprego para os jovens.
José Kipungo, vice-governador do Kwanza-Norte, considerou que o programa significa uma nova etapa no relacionamento entre o Ministério do Urbanismo e Construção e os Governos Provinciais na fiscalização das obras. O vice-governador do Kwanza-Norte assegurou que o Executivo está a trabalhar de forma coordenada para o bem-estar das populações.

Atenção às pontes

O ministro da Construção e Urbanismo, Fernando da Fonseca, garantiu que uma atenção especial vai ser dada às pontes que suportam permanentemente viaturas com excesso de carga
Fernando da Fonseca referiu que a par das estradas, o Executivo está preocupado com as condições das pontes. É necessário recuperar as pontes destruídas durante a guerra e reparar as que estão em mau estado. O ministro da Construção e Urbanismo realçou que o excesso de peso tem contribuído para a degradação de muitas pontes.
Acrescentou ainda que no período das chuvas se assistiu igualmente à destruição de várias pontes, "algumas por calamidades naturais e outras por fraca manutenção. Cabe às estruturas centrais avaliar a estabilidade dessas pontes", disse.
Fernando da Fonseca disse ainda que "as estradas e as pontes são activos patrimoniais do povo" e por isso é dever de todos zelar pela sua manutenção, sobretudo os camionistas, que não devem circular com excesso de carga.
Fernando da Fonseca anunciou que nos últimos tempos tem recebido várias reclamações da parte da população e dos governadores provinciais que querem ver substituídas as pontes metálicas que serviram durante muito tempo à circulação de pessoas e mercadorias mas são estruturas precárias: "vamos substituir aos poucos as pontes metálicas por pontes definitivas".
O ministro do Urbanismo e Construção, Fernando da Fonseca, assegurou que as pontes definitivas existentes vão ser avaliadas e com os recursos disponíveis são reabilitadas para servir melhor as populações.

Ponte da Cabala

A inauguração da ponte da Cabala sobre o Rio Kwanza está prevista para este ano. Fernando da Fonseca disse que a ponte faz parte de uma rede viária que vai unir várias províncias e encurtar distâncias: "a ponte da Cabala faz parte de um eixo viário fundamental e como tal estamos a trabalhar no melhoramento das vias que fazem parte da rede onde está integrada a ponte", disse. Fernando da Fonseca realçou que durante a fase de construção da ponte foram feitos trabalhos de requalificação nas vias envolventes e construídas casas para o realojamento das populações que residiam nas proximidades da ponte.

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