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O futuro construído com argamassa de esperança

André Amaro | Lubango

O administrador municipal de Quilengues disse, na sexta-feira, que a vila, que naquele dia completou o 141º aniversário, não tem ainda tudo o que os seus filhos precisam, mas que estão a ser dados passos para, futuramente, dispor do essencial para a população ser feliz.

Milhares de jovens estão matriculados em escolas construídas ou reabilitadas na província da Huíla durante os últimos nove anos
Fotografia: André Amaro | Lubango

O administrador municipal de Quilengues disse, na sexta-feira, que a vila, que naquele dia completou o 141º aniversário, não tem ainda tudo o que os seus filhos precisam, mas que estão a ser dados passos para, futuramente, dispor do essencial para a população ser feliz.
Salomão Agostinho afirmou que os investimentos na educação, saúde, energia e águas e em infra-estruturas de apoio à produção agrícola são apostas que estão a ser feitas para a estabilidade económica e social das populações.
O município, referiu, assinala o 141º aniversário com as atenções viradas para o programa económico e social e de desenvolvimento das zonas rurais do Executivo.
Este ano, revelou, estão matriculados 29 mil alunos, do ensino primário ao médio, fruto da construção de mais de 30 salas e da admissão de novos professores, que passaram a ser 775.
No quadro do Programa Municipal Integrado de Desenvolvimento Rural e Combate à Pobreza (PMIDRCP), disse, estão em construção três escolas, cada uma delas com seis salas, nas comunas de Impulo e de Dinde e no sector da Camulemba e a ser distribuída a merenda escolar em cinco estabelecimentos do município.
Para o próximo ano, anunciou, está projectada a construção da repartição municipal da Educação.
O administrador municipal lembrou que o antigo centro de saúde foi substituído por um de referência, construído de raiz, com várias especialidades, com capacidade para internar 20 pessoas.
Para levar os serviços de saúde junto das comunidades, recordou também, foram construídos dois postos de saúde nas localidades de Bonga e de Ukai.
O município tem16 postos de saúde e 87 profissionais do ramo, um dos quais médico.

Energia e água

Salomão Agostinho, na hora de balanço, referiu que o antigo sistema de abastecimento de energia foi substituído, com a instalação de um grupo gerador com 225 KVA, o que permitiu a expansão da rede de distribuição para os bairros periféricos da sede municipal.
O abastecimento de água é garantido por 36 bombas manuais e um sistema de captação e distribuição que fornece a sede municipal e em construção estão quatro furos equipados com bombas eléctricas e um sistema de captação e distribuição na comuna do Impulo.
O administrador afirmou que nas comunas do Impulo e de Dinde e na sede municipal estão em construção três tanques banheiras para o gado e uma manga de vacinação para garantir sanidade animal.
As comemorações do aniversário de Quilengues, que tem 4.464 quilómetros quadrados e uma população de cerca de 123 mil habitantes, foram marcadas por actividades culturais, recreativas e desportivas.
Além dos habitantes, participaram nas festas naturais de Quilengues que residem em Luanda, Benguela, Lubango, Huambo e até no estrangeiro e muitos convidados.

Fiscalização dos projectos

As autoridades tradicionais, religiosas e os habitantes do município de Quilengues foram exortados a participarem activamente nas acções do Executivo, através da fiscalização rigorosa dos projectos em desenvolvimento na região.
O vice-governador provincial para área social e política, que presidiu à cerimónia do aniversário do município, defendeu o envolvimento da comunidade na fiscalização das obras, dizendo o que não está a ser bem feito para a correcção no devido tempo.
“Todos os amigos e naturais do município do Quilengues devem participar nas acções que estão a ser realizadas para o bem das populações nas áreas da educação, saúde, saneamento básico e abastecimento de água potável e energia eléctrica”, salientou.
José Arão garantiu que da parte do governo está a ser feito tudo para o bem-estar das populações e que, por isso, devem ser elas as principais fiscalizadoras dos projectos em execução nas comunas, aldeias e sectores para as obras servirem os propósitos para que foram concebidas.
O Executivo, anunciou, já disponibilizou verbas para aquisição de medicamentos e de bens alimentares, pelo que nada pode justificar a sua falta nos hospitais ou reagentes para laboratórios nas unidades sanitárias do município.
O governo da província, frisou, distribui manuais de ensino nas escolas para garantir uma formação de qualidade às futuras gerações.
Vender este material didáctico, distribuído de forma gratuita, é crime, alertou.
José Arão disse que nesta tarefa de fiscalizar as obras e levar estabilidade e bem-estar às famílias são chamados a contribuírem “líderes dos partidos políticos, igrejas e associações de jovens e filantrópicas”.
Todos somos poucos, afirmou, para a realização espiritual e material do povo angolano.
José Arão verificou o funcionamento da Centro municipal de Saúde, conversou com as autoridades tradicionais e ouviu das populações as preocupações do dia-a-dia. No final da visita, regozijou-se por “a velha Quilengues estar a dar passos seguros rumo à satisfação das necessidades primárias das populações”, sublinhando que “o futuro é de muita esperança”.

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