Economia

20 propostas consideradas para licitação de fábricas

Victorino Joaquim

O Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE) está a analisar desde ontem e até à próxima sexta-feira, 20 propostas de aquisição de sete unidades industriais na Zona Económica Especial (ZEE) Luanda-Bengo.

Processo de privatização das sete primeiras unidades da ZEE fica concluído a 21 de Maio
Fotografia: Santos Pedro | Edições Novembro

As propostas devem seguir para licitação em concurso público, que deverá estar concluído no próximo mês de Maio, soube ontem o Jornal de Angola de fonte autorizada da instituição.

A propósito do processo de privatizações das sete unidades industriais, cujo prazo de apresentação de propostas terminou no dia 22 de Abril, a fonte lembrou que inicialmente tinham chegado ao IGAPE mais de 60 manifestações de interesse na compra das referidas unidades, provenientes de investidores nacionais e internacionais.
Apesar do interesse de-monstrado pelos investidores, o IGAPE recepcionou, até ao último dia, apenas 20 propostas concretas.
O processo, que deve terminar no dia 21 de Maio, “está na fase final, estando reservada para os próximos dias a avaliação das propostas apresentadas, trabalho que será efectuado pela comissão de negociação.
Na avaliação, a comissão vai, entre outros aspectos, procurar verificar “se os candidatos cumpriram os requisitos definidos no caderno de encargos”, acrescentou a fonte.
A privatização de empresas públicas é uma das estratégias que o Executivo tem desenvolvido, visando o seu próprio afastamento do sector produtivo, para o privado “assumir a liderança.” Ao Estado, disse a fonte, fica apenas a responsabilidade de regular e fiscalizar as actividades económicas.
“O maior ganho com este processo não é a arrecadação de receitas financeiras, mas a vontade de colocar estas unidades a cumprirem o papel para o qual foram criadas, potenciando o desenvolvimento económico”, disse a fonte.
Com a privatização das primeiras sete empresas de um universo de 52 unidades industriais instaladas na ZEE Luanda-Bengo, o Estado prevê arrecadar cerca de 80 milhões de dólares.
Quanto ao preço de venda das unidades industriais, segundo a fonte, vai de três a 18 milhões de dólares, pelo que, como estímulo à aquisição das unidades, foram apresentadas aos investidores ofertas de incentivos fiscais para a importação de matéria-prima e sobre o regime de tributação.
Entre as empresas a serem privatizadas, está a Univitro, Juntex, Carton, Absor, Indugited, Coberlen e a Saciango. Destas, apenas uma está em funcionamento. As demais nunca operaram desde a criação da ZEE em Outubro de 2009.
A Univitro produz vidro e tem nesta altura 17 trabalhadores em situação regular. A Juntex está vocacionada para a construção e distribuição de estruturas de betão, a Carton para a produção de cartolinas e caixas de cartão, a Absor dedica-se a absorventes (fraldas e toalhitas), enquanto a Indugited dedica-se aos produtos de higiene, a Coberlen à produção de cobertores e a Saciango está vocacionada para a produção de sacos para a indústria de cimento.

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