Economia

40 por cento das firmas dos jovens foi à falência

César Esteves |

Uma média de 40 por cento das empresas criadas por jovens foi à falência ao longo dos últimos cinco anos, por falta de financiamento e de outros apoios, revelou ontem, em Luanda, o director-geral do Instituto Angolano da Juventude (IAJ).

Ministra aponta necessidade da monitorização de projectos
Fotografia: Dombele Bernardo | Edições Novembro

Jofre dos Santos advertiu, à margem do Fórum sobre Empreendedorismo, Engajamento e Apoio dos Investidores Privados nos Projectos da Juventude, realizado por aquele serviço afecto ao Ministério da Juventude e Desportos, que se esse quadro se mantiver, o país terá dificuldades em desenvolver aptidões empresariais entre a juventude, um cenário que declarou ser mais acentuado nas outras províncias.
A ministra da Juventude e Desportos, Ana Paula do Sacramento Neto, atribuiu o fracasso à falta de acompanhamento aos projectos dos jovens, acrescentando que, em muitos casos, é necessário apenas apoio institucional e de gestão para melhorar a gestão dos seus negócios.
A responsável prometeu apoiar os jovens que se encontram nessas condições, com a realização de encontros em que aprendam técnicas para conceber e gerir melhor os negócios. “Com a realização de actividades como este fórum, vamos ajudá-los a encontrar os apoios que necessitam para a materialização dos seus projectos”, declarou a ministra.
Considerou o número de empreendedores jovens a operar no país “ínfimo” e “insatisfatório” para um país cujo Estado não tem capacidade para empregar todos os jovens. “O número de posto de trabalho aumenta com o crescimento do empresariado nacional”, acentuou.
A empresária Filomena Oliveira opinou que o ambiente de negócio e a crise económica que assola o país não ajudam “nenhum empreendedor a prosperar” e solicitou que, por intermédio do seu Centro de Estudos, a AGT vá às universidades estabelecer análises que permitam a sobrevivência das empresas, não limitadas, por isso, à política fiscal e à colecta de receitas para o Estado.

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