Economia

Abandono de poços foi regulamentado

As entidades sob contrato com a concessionária nacional passam, doravante, a submeter um plano de abandono previsional ou definitivo, incluindo um estudo de impacto ambiental, para a desactivação de instalações e abandono de poços petrolíferos e gás na República de Angola, em terra e mar.

Fotografia: DR

Um diploma de 10 de Abril, publicado no Diário da República, estabelece as regras e procedimentos para as actividades de abandono de poços e desmantelamento de instalações de petróleo e gás em território angolano.
O documento a que a Angop teve acesso, informa que o diploma cobre o vazio que se registava e justifica o estabelecimento de orientações às entidades sob contrato, dada a inexistência de normas e procedimentos para as actividades de abandono de poços e desactivação de instalações petrolíferas.
No Decreto Presidencial lê-se que os operadores procediam de acordo com as políticas  das respectivas companhias ou países de origem, mas acrescenta que, “para a uniformização das actividades em Angola, os operadores necessitavam de um guia de planeamento com requisitos para operações de desactivação e abandono, com foco nas especificidades da indústria no país”.
O diploma reconhece que a indústria petrolífera em Angola tem envidado esforços, no que concerne ao abandono de poços e ao desmantelamento das instalações, com especial atenção nas questões ambientais e previsão de custos. Segundo o documento, um plano de desmantelamento de instalações e abandono de poços de produção de petróleo e gás bem estruturado, é ferramenta essencial que deve ser desenvolvida no início do projecto de abandono, garantindo que metas e objectivos a alcançar avalizem a remoção segura e económica destas instalações de produção em terra ou mar, mas com claras definições.

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