Economia

Açúcar da Biocom absorve mercado

A Companhia de Bioenergia de Angola (Biocom), um consórcio de capitais angolanos e brasileiros, prevê produzir, este ano, 63 mil toneladas de açúcar, um valor recorde, apesar de representar apenas 12 por cento do consumo do mercado nacional, de 300 mil toneladas por ano.

Biocom prevê safra boa até para os parâmetros brasileiros
Fotografia: Eduardo Cunha | Edições Novembro

O director de produção da Biocom, Fernando Guerra, afirmou à imprensa que a colheita de 2017 já decorre há quase 150 dias e deve estar concluída esta semana, com indicadores de um resultado de extracção industrial "muito bom" e "acima da média até do Brasil".
Fernando Guerra declarou que nesta terceira campanha da Biocom, numa área de 81.201 hectares, a produção de açúcar mantém a tendência para o crescimento e que está no plano de negócios da companhia absorver, em 2021, “boa parte da procura do país”.
A produção da Biocom cresce, ao longo do tempo, para 256 mil toneladas, com recurso à alta tecnologia e ao emprego tractores equipados com piloto automático, usados na preparação de terra e no plantio, para garantir trajectos precisos.
Só nesta safra, a Biocom investiu 12 milhões de dólares (cerca de dois mil milhões de kwanzas) na compra de novos equipamentos, prevendo-se para este período um crescimento de 15 por cento na produção de açúcar.
Entre as novas aquisições contam-se recolectoras de cana-de-açúcar, tractores agrícolas, equipamentos para produção de biomassa, bem como equipamentos de auxílio à preparação do solo e plantio.
Instalada no município de Cacuso, a 75 quilómetros da cidade de Malanje, a Biocom é um dos maiores projectos agro-industriais angolanos, liderada pelo grupo brasileiro Odebrecht, que detém 40 por cento do capital da sociedade, na mesma percentagem do grupo angolano de capitais privados Cochan e a petrolífera estatal Sonangol (20 por cento).
É o único projceto do género em Angola e, além do açúcar, produz etanol e gera electricidade que coloca na rede pública. Na primeira safra, de 2015-2016, produziu 24.770 toneladas de açúcar, 10.243 metros cúbicos de etanol e 42 mil megawatts de energia eléctrica.
A empresa é uma das maiores empregadoras do país, com aproximadamente 2.100 empregados, 1.940 dos quais angolanos, como o engenheiro agrónomo Adilson Rodrigues, responsável pelo controlo de qualidade agrícola e desenvolvimento agronómico da Biocom.

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