Economia

Administração concilia novos empréstimos com malparado

Ana Paulo

O Conselho de Administração do Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) estabeleceu, como prioridade de mandato, a adopção de mecanismos internos no domínio do crédito que permitam corresponder às expectativas do Executivo e às da classe empresarial.

Presidente do Conselho de Administração do BDA, Henda Inglês
Fotografia: DR

A decisão foi anununciada, ontem, em Luanda pelo PCA do banco, Henda Inglês, na cerimônia que o ministro da Economia e Planeamento, Sérgio Santos, lhe concedeu posse.
Henda Inglês disse, que o desafio do novo Conselho de Administração do BDA consiste em conciliar as questões relacionadas com o crédito malparado (do equivalente a dois mil milhões de dólares, segundo o jornal “Mercado”) e o Projecto de Apoio ao Crédito (PAC), instituído para impulsionar a produção nacional.
O presidente do BDA anunciou que vai introduzir maior celeridade na solução dos processos relativos ao malparado, que passa por “mobilizar” e “preparar” uma equipa para levar avante “este grande desafio”.
Como parte do projecto de resolução do crédito malparado, prosseguiu Henda Inglês, o BDA vai instituir acções que têm como base “o comum acordo com os mutuários” ou os devedores, criando soluções que têm em conta a boa vontade das partes.
O ministro da Economia e Planeamento, Sérgio Santos, considerou que, apesar do elevado volume de crédito por regularizar, o BDA realizou com sucesso o exercício de Avaliação da Qualidade de Activos concluído em Dezembro, dispondo de uma estrutura económica robusta.
Sérgio Santos considerou que a recente alteração da tutela do BDA, que passou do Ministério das Finanças para o da Economia e Planeamento, confere maior dinamismo ao banco, levando-o a servir melhor os interesses do desenvolvimento do país.

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