Economia

Afreximbank lança plataforma de informações para fomentar comércio em África

O Banco Africano de Exportações e Importações (Afreximbank) anunciou hoje o lançamento de uma plataforma digital, que nomeou de Mansa, com informação sobre os parceiros africanos disponíveis para trocas comerciais dentro e fora do continente.

Fotografia: DR

 

"Estamos a criar o acesso à informação sem que as empresas tenham de estar envolvidas num processo que custa muito dinheiro, estamos a reduzir os custos de 'compliance' [cumprimento das regras para trocas comerciais] e a abrir as portas de África ao comércio financeiro internacional", comentou o presidente do Afreximbank, Benedict Oramah, durante a apresentação da plataforma digital, hoje no Cairo.
Para o presidente do Afreximbank, esta plataforma digital "é uma grande contribuição para suprir o défice de financiamento que existe em África" e vai servir como "o referencial para a plataforma de cumprimento da 'due dilligence'".

A Mansa, cujo nome é um tributo ao antigo rei do Mali Mansa Moussa, que terá viajado a Meca em 1324 com toneladas de ouro, pretende ser o "repositório primário" de informação sobre as empresas africanas, as pequenas e médias empresas e as instituições financeiras, explicou o banqueiro.
O presidente do Afreximbank salientou que esta plataforma eletrónica "vai fornecer informação abrangente para acabar com a avaliação subjectiva dos clientes e eliminar o risco percecionado, mas muitas vezes injusto, sobre a realização de negócios com parceiros africanos".

Além da informação sobre as empresas, a começar por todos os clientes do Afreximbank, o Repositório Mansa terá também informações sobre a economia africana, o ambiente de negócios, o clima de investimento e várias informações úteis para os investidores, assumindo-se como "a principal fonte de informação para investir em África".
A direcção da Mansa inclui representantes dos bancos centrais africanos, o Banco de Desenvolvimento Africano, o Banco Central dos Estados Africanos e o Banco da Reserva Federal de Nova Iorque, entre outros analistas e peritos legais.

A 'due dilligence' é um processo de investigação que os investidores internacionais são obrigados a fazer não só para conhecer as empresas com as quais vão fazer negócio, mas também para garantir aos acionistas e reguladores que todos os procedimentos legais estão a ser cumpridos e que as empresas que vão receber o investimento são idóneas.

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