Economia

Agência de "rating" corta a nota de risco

A agência de notação financeira Moody"s desceu o “rating” da dívida pública de Angola de B1 para B2, mantendo-a num nível de classificação altamente especulativo, decisão justificada com o fraco crescimento económico do país e a escassez de divisas.

Nota de risco de Angola é inferior mas tem perspectiva estável
Fotografia: Edições Novembro


A descida no “rating” da dívida soberana de Angola, acrescida de uma previsão de evolução que passa de negativa para estável, foi comunicada na sexta-feira à noite, com a Moody"s a apontar ainda previsões de alta inflação, cortes no investimento público e um sistema bancário “fraco”.
“Angola ainda enfrenta o difícil desafio da diversificação, longe da sua forte dependência do petróleo”, escreve a agência de notação, ao justificar a descida de mais um nível no “rating” da dívida emitida pelo Estado angolano.
É ainda sublinhado que o endividamento público do país quase duplicou nos últimos quatro anos – para fazer face à quebra nas receitas com a exportação de petróleo -, persistindo as “pressões externas”, na forma de reduzida liquidez em divisas, face ao “declínio” das reservas internacionais líquidas do país.
O Presidente angolano, João Lourenço, admitiu na segunda-feira que o país está numa “situação difícil” em termos económicos e financeiros, tendo registado um crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) praticamente nulo, de 0,1 por cento, em 2016.
O Chefe de Estado discursava na sessão solene de abertura da primeira sessão legislativa da IV Legislatura, no anual discurso sobre o estado da Nação.
“O nosso país encontra-se numa situação económica e financeira difícil, resultante da queda dos preços do petróleo no mercado internacional e da consequente liquidez em moeda externa”, disse João Lourenço, num discurso em que insistiu na necessidade de acabar com a “forte dependência do petróleo”.

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