Economia

Agricultura comercial envolve 150 empresas

Ana Paulo

O Projecto de Desenvolvimento da Agricultura Comercial lançado ontem, em Luanda, pelo Ministério da Agricultura e Florestas, vai criar 150 empresas de média dimensão e  sete mil empregos directos, 2.500 dos quais reservados a mulheres, anunciou o secretário de Estado da Agricultura e Florestas, Carlos Alberto Jaime.

Fotografia: João Gomes | Edições Novembro

O responsável, que intervinha na cerimónia de lançamento, informou que o projecto, orçado em 230 milhões de dólares, prevê a concessão de créditos no valor de 100 mil dólares para cada empresa.
Previsto para ser executado em seis anos, segundo o cronograma de implementação do projecto, a primeira fase está avaliada em 55 milhões de dólares e compreende, entre outras acções, estudos de mercado, divulgação pública, comunicações e treinamento de pessoal.
Para a segunda etapa estão reservados 100 milhões de dólares destinados à  criação e desenvolvimento de infra-estruturas públicas nas áreas onde serão implementados os projectos. A terceira, com uma componente financeira de 35 milhões de dólares, vai consistir no desenvolvimento das cadeias de valor para melhoria do ambiente de negócios e no fortalecimento das relações institucionais.
 A quarta e última fase está orçada em 15 milhões de dólares e compreende a gestão dos projectos, desde a implementação, monitoramento, à avaliação do impacto, resultados e benefícios.

Parceiros sociais
O projecto é co-financiado pelo Banco Mundial (BM) e a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), cujos representantes em Angola testemunharam o seu lançamento. Pelo BM, participou na cerimónia o director do Sector Financeiro de Competitividade e Inovação, Sebastian Molineus. Pela Agência Francesa de Desenvolvimento, o seu representante em Angola, Mathieu Brelet.
 Ao intervir na cerimónia, o director do Sector Financeiro, Competitividade e Inovação do Banco Mundial, Sebastian Molineus, afirmou que o projecto vai contribuir  para a diminuição das lacunas no sector produtivo e na criação de cadeias de valor, com ajuda às pequenas e médias empresas.
 “Quanto mais produção agrícola for feita em Angola, menores serão os níveis de importação”,  reconheceu o representante do BM.
 “Sebastian Molineus assegurou que a preparação e a implementação de planos de negócios viáveis serão apoiados por um pacote de assistência técnica, que conta com fundos financeiros e garantias de créditos”.
 O representante da Agência Francesa de Desenvolvimento em Angola, Mathieu Brelet, lembrou que Angola já foi auto-suficiente em culturas de base, o que permitia ao país integrar o grupo de exportadores de produtos agrícolas.
 Hoje, sublinhou Mathieu Brelet, dos 75 milhões de terras aráveis de que o país dispõe, apenas um terço é utilizado para agricultura, o que significa que há muita margem para que o país volte a ser um grande produtor.

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