Economia

Americanos apoiam reformas em Angola

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos da América e a Agência Francesa de Desenvolvimento expressaram em Washington, através dos seus responsáveis, a disponibilidade para apoiar as reformas macroeconómicas que estão a ser implementadas pelo Governo.

Angola tem uma delegação nas reuniões de Outono do FMI
Fotografia: DR

O director-geral da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), Rémy Rioux, garantiu à Ministra das Finanças o apoio da sua instituição para a implementação da agenda de reformas macroeconómicas em curso no nosso país. “Temos orgulho em ser um novo parceiro para Angola e pretendemos contribuir na retoma do crescimento económico”, disse, na sequência de um encontro com a delegação angolana que participa, em Washington, nas reuniões de Outono do Fundo Monetário Internacional e do Grupo do Banco Mundial (conhecidas como instituições de Breton Woods).
A AFD instalou-se em 2018 em Angola com o financiamento de projectos em sectores como agricultura e águas, mas tem em fase de estudo projectos noutros sectores, o que poderá ser concretizado nos próximos tempos com a assinatura de novos acordos.
A Delegação Angolana manteve, igualmente, um encontro com uma delegação do Departamento do Tesouro, chefiada por Eric Mayer, Assistente Adjunto, que traçou uma panorâmica das reformas estruturais, no tocante à política fiscal, cambial e monetária e ao apoio que esta instituição tem vindo a prestar, em matéria de assistência técnica, às autoridades nacionais.
A ministra das Finanças procedeu à apresentação das medidas de reforma estrutural, tendo destacado a consolidação fiscal, na óptica da despesa e da receita. Vera Daves de Sousa destacou o trabalho progressivo para a expansão do sistema electrónico da contratação pública, assim como as medidas para a potenciação da receita fiscal e da privatização de empresas.
O Governador do Banco Nacional de Angola, José Massano, e a directora da Unidade de Inteligência Financeira, Francisca de Brito, referiram-se às medidas de revisão do quadro legislativo e institucional do sistema financeiro, com destaque para a revisão da Lei de Combate ao Financiamento do Terrorismo e ao Branqueamento de Capitais, revisão da Lei das Instituições Financeiras, da Lei do Banco Nacional de Angola e da Lei do Sistema de Pagamentos, que irá introduzir as normas para os pagamentos electrónicos.
A missão angolana desdobrou-se em reuniões estatutárias nas organizações de Breton Woods, nomeadamente a reunião da Constituência nº1 do grupo africano junto do FMI, a reunião dos ministros das Finanças da SADC e a reunião dos governadores do G24, assim como os encontros com os investidores de Eurobonds, organizados pelo Deutsche Bank, BBVA, Citibank, KFW e Standard Chartered.

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