Economia

Angola atinge renda média

Ismael Botelho

O ministro da Economia e Planeamento, Sérgio dos Santos, procedeu ontem, em Luanda, ao lançamento da Plataforma Nacional dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), no quadro da estratégia Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).

Ministro da Economia e Planeamento, Sérgio dos Santos
Fotografia: DR

Na ocasião, Sérgio dos Santos, nas vestes de Ordenador Nacional, que esteve ladeado pelo coordenador Residente do Sistema da ONU em Angola, Paolo Balladelli, afirmou que foi dado um passo significativo para acelerar, priorizar, disseminar e mobilizar financiamentos para os ODS, bem como monitorizar a sua implementação em Angola.

O ministro da Economia e Planeamento referiu, também, tratar-se de um caminho iniciado em 2018, com aprovação do Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN), que estabelece, igualmente, as metas e objectivos da Agenda 2030.

O governante aproveitou a ocasião para agradecer a pronta disponibilidade dos parceiros no auxilio na busca de soluções às metas do PDN 2018-2022.
"Na altura, seleccionamos 525 metas e estas estão relacionadas com as 169 dos 17 objectivos do Desenvolvimento Sustentável da Agenda das Nações Unidas 2030. Estamos a levar a cabo um programa com a necessidade de não deixar ninguém para atrás", garantiu.

Sérgio dos Santos apresentou três notas importante, que terá o país que trilhar nos próximos anos para atingir o desenvolvimento. Uma tem a ver com o grande desafio que Angola terá em Fevereiro de 2021, altura que será graduado para País de Renda Média (PRM), deixando de ser um País Menos Avançado (PMA), segundo uma resolução definida pelas ONU em 2016.

O outro desafio importante, segundo o ministro, acontece em Julho, quando Angola apresentar, no Alto Fórum Político do Conselho Económico e Social das Nações Unidas – ECOSOC, instância da ONU que trata dos assuntos económicos e sociais, o Relatório Nacional Voluntário, considerada avaliação das condições objectivas do país sobre as metas dos ODS.

O terceiro passo tem a ver com a selecção dos coordenadores nacionais, cuja escolha, na visão de Sérgio dos Santos, deve envolver um Departamento Ministerial, uma Universidade ou Associação, com o objectivo de garantir o critério de participação plural.

"Estes desafios vão requerer uma mudança de comportamento naquilo que diz respeito ao acompanhamento destes instrumentos de planeamento. Por isso, queremos marcar passos mais firmes num caminho que iniciamos em 2018", disse.

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