Economia

Angola e FMI alinhados em relação a subsídios

A estratégia de substituição dos subsídios pela transferência directa de recursos às famílias mais vulneráveis, adoptada pelo Governo, está a ser bem acolhida pelo Fundo Monetário Internacional.

Fotografia: Edições Novembro

Em nota divulgada no seu portal oficial, o Ministério das Finanças dá conta que o director do Departamento Africano do FMI, Abebe Selassie, manifestou o seu agrado pelas reformas em curso no país e o alinhamento com a visão do Governo de apenas proceder à remoção dos subsídios aos combustíveis em linha com a implementação de um programa de transferências sociais monetárias destinado às famílias mais vulneráveis.
Abebe Selassie manteve um encontro de trabalho com a delegação angolana, encabeçada pela ministra das Finanças, Vera Daves, com a qual discutiu, em Washington, o pacote de medidas de índole fiscal e cambial do Programa de Financiamento Ampliado e do seu impacto junto da população.
“Nós sentimos que em relação às metas estamos à vontade e com um bom entendimento do que podemos cumprir. Estamos a trabalhar na preparação dos objectivos de 2020 e o impacto da flexibilização da taxa de câmbio no Orçamento Geral do Estado que deveremos apresentar até ao final do mês à Assembleia Nacional”, disse a ministra.
“Vamos avançar com o programa das transferências sociais monetárias e trabalhar com a Sonangol para ver como a empresa irá subsistir a esse esforço”, declarou Vera Daves.
O governador do Banco Nacional de Angola, um dos integrantes da delegação, destacou a flexibilização da taxa de câmbio, tendo em vista a sua plena liberalização. Essa medida, segundo José de Lima Massano, tem vindo a permitir, nos últimos dias, a redução do “gap” entre o mercado paralelo e o oficial.

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