Economia

Angola participa na conferência da Agência de Energia Atómica

O ministro da Energia e Águas garantiu hoje, em Viena, capital australiana, que a participação de Angola em projectos de Protecção Contra a Radiação, Segurança Nuclear e o Uso Pacífico das Radiações Ionizantes tem contribuído na melhoria dos mecanismos de regulação do sector.

Fotografia: DR

João Baptista Borges, que falava na 63ª sessão ordinária da conferência geral da Agência Internacional da Energia Atómica (AIEA), que decorre desde segunda-feira,expôs, em linhas gerais, a posição de Angola relativamente aos seus compromissos como país membro daquela agência das Nações Unidas.
O governante ressaltou os esforços realizados pelos Estados-membros na promoção da não-proliferação de armas nucleares, o desarmamento e a promoção do uso pacífico da Ciência e Tecnologia Nuclear.
O ministro da Energia e Águas manifestou o apoio de Angola na preparação da Conferência Internacional da AIEA sobre Segurança Nuclear, que terá lugar em Fevereiro de 2020, sendo esta uma oportunidade ímpar para destacar o apoio dos Estados-membros à AIEA nesse domínio.
Os esforços da AIEA para a conclusão do Acordo das Salvaguardas e o Protocolo Adicional com a Bolívia e a Etiópia, ressaltou, vai, de certo modo, contribuir para o reforço do Regime do Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares e reforçar a garantia na protecção de materiais nucleares e radiológicos.
João Baptista Borges enfatizou os esforços que têm sido desenvolvidos no fortalecimento de práticas em tecnologia nuclear, radiológica, transporte e gestão de resíduos nucleares, tendo destacado os projectos de cooperação que têm permitido suprir as necessidades específicas e a capacitação de recursos humanos.
A participação de Angola em projectos nas áreas de Protecção Contra a Radiação e a Segurança Nuclear, bem como o uso pacífico das radiações ionizantes, têm contribuído para a melhoria dos aspectos regulatórios no país.
O Ministro afirmou, também, que no âmbito do quadro jurídico internacional, Angola pretende incentivar a Agência no sentido de continuar o trabalho de divulgação e acompanhamento aos Estados-membros.
A esse respeito, disse, Angola ratificou, no princípio do corrente ano, quatro importantes instrumentos jurídicos. Trata-se da Convenção sobre a Protecção Física dos Materiais Nucleares e sua Emenda, Convenção sobre Assistência em caso de Acidente Nuclear ou Emergência Radiológica, Convenção sobre Indemnização Complementar por Danos Nucleares e o Código de Conduta sobre a Segurança e Protecção das Fontes Radioactivas.
Angola congratula-se, ainda, com a realização das actividades da Agência relacionadas com a Ciência e Tecnologia Nuclear, com especial destaque para o progresso significativo alcançado na implementação do projecto “ReNuAL”, a Conferência Internacional da AIEA sobre as Alterações Climáticas, a ter lugar em Outubro de 2019, e o Fórum Científico, deste ano, que comemora a primeira década do combate ao cancro utilizando a ciência e tecnologia nuclear e a sua projecção para os tempos vindouros.
João baptista Borges disse que o Angola está a desenvolver, com o apoio da AIEA, um programa abrangente de controlo ao cancro, com a criação de meios para a formação de especialistas no ramo de oncologia.
Fundada pela Organização das Nações Unidas, em Julho de 1957, a Agência Internacional de Energia Atómica tem como objectivo acelerar e ampliar a contribuição da energia nuclear para a paz, saúde e prosperidade em todo o mundo.

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