Economia

Angola dispensa ajuda financeira

Cristóvão Neto

A valorização dos preços do petróleo no mercado internacional faz com que Angola não necessite de solicitar um programa de assistência financeira ao Fundo Monetário Internacional (FMI), declarou na sexta-feira, em Luanda, o director do Departamento Angola da instituição financeira internacional.

Ricardo Velloso (centro) quando falava aos jornalistas
Fotografia: Mota Ambrósio/Edições Novembro

Ricardo Velloso, que liderou uma missão do FMI de avaliação do desempenho económico de Angola em 2017, admitiu não haver necessidade de um programa de assistência financeira da instituição, dada a valorização do petróleo, que eleva o fluxo de receitas para os cofres públicos angolanos.
“Não recebemos qualquer pedido de apoio financeiro das autoridades. Eu acho que, dada a conjuntura internacional, de preços mais elevados do petróleo, não há necessidade de financiamento do FMI para Angola”, explicou Ricardo Velloso.
O economista sublinhou que, caso a instituição receba uma solicitação, haveria de “analisá-la com todo o cuidado, como fazemos com qualquer país membro do FMI”. Ricardo Velloso também defendeu um redimensionamento do sector em-presarial do Estado, com a redução do fardo do Tesouro Nacional e o aumento da eficiência económica por via do encerramento das companhias estatais insolventes e a reestruturação ou a privatização das que forem ineficientes, mas viáveis do ponto de vista económico.
A reestruturação da Sonangol, apontou, deve ser feita de modo a torná-la “mais racional, mais eficiente e concentrada nas suas actividades centrais”.
Ricardo Velloso disse ter solicitado ao Governo que qualquer nova recapitalização dos bancos públicos, BPC incluído, só pode ter lugar com base na observação de critérios como o dimensionamento da força de trabalho e de condições menos permissivas para a concessão de crédito.
A missão do Fundo Monetário  Internacional manteve consultas em Angola, de 1 a 15 de Março, tendo concluído que a economia nacional “está a observar uma ligeira recuperação económica”, estimando um crescimento de 2,2 por cento este ano e taxas médias de expansão do PIB de 5,00 por cento a médio prazo.

Tempo

Multimédia