Economia

Angola está próxima da auto-suficiência

Sampaio Júnior | Baía farta

Angola produziu 101 mil toneladas de sal das 120 mil preconizadas no Plano Nacional de Desenvolvimento (PND) 2012-2017, aproximando-se, dessa forma, da auto-suficiência neste domínio, anunciou ontem, na Baía Farta, a ministra das Pescas e do Mar.

Fotografia: Fernando Oliveira | Edição Novembro | Benguela

Victória de Barros Neto notou num seminário com operadores do sector salineiro, realizado naquele município de Benguela que a produção de 2017 correspondeu a 84 por cento do previsto e que, naquele ano, o país importou apenas 26 mil toneladas de sal.
A ministra afirmou que esses números foram conseguidos graças a um programa de reabilitação do sector salineiro que envolveu 20 unidades de Benguela e Namibe e que provou que a importação  diminui na medida em que  a produção cresce.
Para impulsionar a produção do sal e reduzir gradualmente as importações, lembrou a ministra, o Governo iniciou, em 2011, um programa de investimento em algumas províncias, o qual consistiu na reabilitação de salinas e a introdução de tecnologias modernas.
Naquela altura, foram preparados 200 hectares que permitiram transformar salinas artesanais em locais de produção industrial, e “é com grande satisfação que, ao olhamos para as prateleiras de grandes superfícies e outras unidades de médio e pequeno porte comercial, encontramos expostos para a venda o sal produzido em Angola, em embalagem de marca e com a qualidade exigida para ser comercializado”, declarou a ministra das Pescas e do Mar.

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