Economia

Angola mantém volume das capturas de pescado

Madalena José

O volume de pescado capturado no mar territorial angolano atingiu 300 mil toneladas entre Janeiro e Outubro, mesma quantidade de igual período do ano passado, anunciou ontem, em Luanda, à margem de um encontro entre a ministra Victória de Barros Neto e operadores do sector, a directora nacional das Pescas.

Ministra das Pescas e operadores debateram a gestão das quotas de pesca
Fotografia: Contreiras Pipas | Edições Novembro


Maria de Lourdes Sardinha afirmou que as capturas se constituíram em 4.500 toneladas de crustáceos e moluscos - 1.200 toneladas de caranguejo de profundidade -, 8.657 toneladas de corvina, seis mil toneladas de peixe marionga, 150 mil toneladas de sardinha, 14 mil toneladas de peixe cavala, 50 mil toneladas de carapau do Cunene, 30 mil de carapau do Cabo e outras espécies.
A directora nacional anunciou a continuação das políticas de conservação e renovação dos recursos biológicos aquáticos, sobretudo em espécies como carapau e crustáceos. Em 2017, apontou, os períodos de veda foram de Janeiro a Fevereiro para a pesca do camarão de profundidade em toda a costa angolana. De Junho a Agosto para a pesca do caranguejo, Janeiro, Fevereiro e Março para a pesca da lagosta,  de Agosto, Setembro e Outubro para a pesca de moluscos em baías fechadas, como as de Luanda, Lobito e Tômbwa.
Nos meses de Abril, Maio e Junho vedou-se a pesca de arrasto artesanal e em Junho, Julho e Agosto a pesca de carapau em toda a costa angolana, com excepção da zona Sul, a partir dos 13 graus de latitude sul e a fronteira marítima com a Namíbia. Não se aplicaram restrições à pesca de sardinha.
As declarações foram prestadas depois de um encontro entre a ministra das Pescas e os presidentes das associações de pesca marítima e armadores de pesca de Luanda, Benguela, Namibe e Cuanza Sul.
Victória de Barros Neto, disse à imprensa que o encontro serviu para auscultar os operadores e preparar o próximo ano de pesca, assim como analisar medidas de gestão de quota de captura e a quantidade de embarcações a licenciar para a pesca em 2018.
Actualmente, o que preocupa os armadores é o total da quota de pesca e as áreas de operações. Por exemplo, na pesca artesanal , o número de embarcações que operaram em 2017 foi de 5.500, distribuídas até quatro milhas, podendo estender-se a oito milhas na zona norte , do Ambriz a Cabinda.
Para as embarcações nacionais da pesca simi-industrial e industrial de cerco, são permitidas até duas milhas em toda a extensão da orla marítima fora das baías e portos. “Para além de quatro  milhas já é uma questão de segurança em relação à qual, no próximo ano, o sector das Pescas vai ser mais rigoroso”, advertiu a ministra.

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