Economia

Argentina apresenta o melhor do seu vinho

Armando Estrela

A Embaixada da Argentina em Angola organizou terça-feira, em Luanda, a primeira edição no país do “Malbec World Day”, um projecto internacional que, anualmente, em qualquer dia do mês de Abril, celebra-se a degustação de vinhos de todas as regiões e adegas argentinas.

Embaixada celebra pela primeira vez em Angola a degustação de vinhos argentinos
Fotografia: Sebastião Tshilengi

Este é o oitavo ano consecutivo que a “Wines of Argentina”, instituição encarregada pela promoção da marca "Vino Argentino” no mundo, apresenta a nova edição do “Malbec World Day” (Dia Mundial do Malbec), assinalado a 18 de Abril.
Pela primeira vez em Angola o dia foi comemorado a 24 de Abril, no Restaurante Viva Luanda, o mesmo dia em que a cidade norte-americana de Texas também assinalou a festa.
O responsável pelas operações em África do Grupo PeñaFlor, Juan Castillo, explicou que “estamos neste momento a promover o vinho argentino em Angola e pelo continente africano, por ter sucesso em muitos países do mundo, como Estados Unidos, Inglaterra e Holanda”. Juan Castilllo acrescentou que são vinhos conhecidos, especialmente pelo seu Malbec, que é uma casta originária do sudoeste da França, desde finais de 1800.
Hoje, o Malbec ganhou o seu lugar como embaixador argentino e transformou-se na bandeira e insígnia do país por antonomásia. Em 25 anos (1990-2015), a produção do Malbec passou de 10 mil hectares para 40 mil, alcançando, no mesmo espaço, 57 por cento do total de vinho exportado pela Argentina, abrindo-se, assim, a porta ao descobrimento de uma série inesgotável de perfis do Malbec.
O embaixador da Argentina em Angola, Luis Eugenio Bellando, disse que o seu país é hoje o sexto maior produtor de uvas, o quinto produtor mundial de vinho e ocupa o nono lugar nas exportações mundiais. “Celebramos um dos produtos qualificados do nosso país, que há anos vem cruzando fronteiras com a aprovação sólida”, destacou o embaixador.
Na degustação oferecida pela Embaixada da Argentina foram apresentados vinhos que já são vendidos no mercado angolano e outros de alta gama que entram pela primeira vez, como “Trapiche”, “Navarro Correa”, “Mascota Winyard” e “Finca las Moras”. “La Mascota”, um Cabernet Sauvignon que ganhou a posição de “Melhor Vinho Tinto do Mundo” em Março deste ano, numa competição internacional muito conhecida, denominada “Viñales”, que decorre todos os anos em França, foi a maior referência do evento, pela sua explosão de aromas e expressão de frutas.
Juan Castillo explicou que o Malbec “é um multicasta clássico por excelência, amplamente conhecido par todos que, longe de permanecer inalterável no tempo, se reinventa constantemente, impulsionado por uma geração inquieta de engenheiros agrónomos e enólogos dispostos a levar o Malbec além dos limites do imaginável”.
A Argentina produz bastante vinhos na região dos Montes Andes, oeste do país, onde os ventos moderados proporcionam extraordinárias características à fruta, além do factor altura. As plantas na Argentina são cultivadas entre 600 a 1800 metros de altitude, pormenor que atribui outra complexidade aos frutos e uma melhor maturação dos vinhos.
Mendonça é a principal área de produção de vinho na Argentina, região em que se verifica 320 a 340 dias de Sol, dos 365 dias do ano. “Na época da uva, ela tem muita exposição ao Sol, tem poucos dias de nuvens e isso é essencial para se obter a melhor qualidade da fruta e a mesma desenvolva um aroma forte, que dá ao vinho muitas cores e muito tanino (substância adstringente existente sobretudo na casca do carvalho ou eucalipto)”, sustentou o responsável pelas operações em África do Grupo PeñaFlor.
Em Angola, o custo dos vinhos argentinos varia entre 1.500 e 15 mil kwanzas. Em termos de referência, o “La Mascota”, que ganhou o título de melhor vinho tinto do ano, custa menos de cinco mil kwanzas.

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