Economia

“As mudanças não cairão assim tão rapidamente”

O economista chefe do Banco Mundial para a África, Albert Zeufack, garantiu ontem, em Luanda, que as reformas que o Governo angolano leva a cabo precisam ser sustentadas no futuro, “porque as mudanças não cairão assim tão rapidamente”.

O economista chefe do Banco Mundial para a África, Albert Zeufack, garantiu ontem, em Luanda, que as reformas que o Governo angolano leva a cabo precisam ser sustentadas no futuro, “porque as mudanças não cairão assim tão rapidamente”.  “As reformas devem ser sustentáveis e estamos dispostos a trabalhar com o Executivo neste sentido”, disse Albert Zeufack, ao se mostrar “bastante encorajado com o desenvolvimento das reformas que estão a ser implementadas pelo novo Governo”.
Albert Zeufack  notou que “do ponto de vista da governação, da macro estabilização e da promoção do crescimento do sector privado, incluindo a adopção de leis para a concorrência e investimentos, tratam-se de reformas que levam a um caminho certo e vão certamente posicionar o país numa linha de sustentabilidade ou crescimento sustentável no futuro”.
Albert Zeufack termina hoje a sua primeira visita ao país, que se enquadra no programa de consultas oficiais com o Governo. A reunião do Fundo Monetário Internacional (FMI) de Abril próximo exige do Banco Mundial uma percepção real sobre o funcionamento da economia angolana, tendo em conta o peso que o país tem na região subsaariana. Angola é a terceira maior economia da re-gião, atrás da Nigéria e da Áfri-
ca do Sul.
Na qualidade de chefe da parte económica do Banco Mundial para a África, disse Albert Zeufack “preciso compreender o que acontece e o que precisamos abordar com o Governo, para termos uma percepção real sobre a implementação dos trabalhos aqui em Angola”. O quadro do Banco Mundial sustentou que “isto permite estarmos em melhores condições para ajudarmos o Governo a atingir os seus objectivos”.
Durante três dias, Albert Zeufack manteve encontros com membros do Governo, com o governador do Banco Nacional de Angola (BNA) e esteve na Universidade Católica para falar do panorama do crescimento africano e dos desafios do continente. Na sequência desta visita, Albert Zeufack desloca-se ao Ruan-da, para participar num fórum dedicado à inovação da juventude africana.

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