Economia

BAD apoia projectos sectoriais

Manuel Fontoura| Ndalatando

Projectos ligados às áreas da agricultura, energia e transportes vão ser desenvolvidos nos próximos tempos na província do Cuanza-Norte, garantiu ontem, em Ndalatando, o representante residente do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), Joseph Martial Ribeiro.

Representante do Banco Africano de Desenvolvimento
Fotografia: Manuel Fontoura | Edições Novembro | Cuanza Norte

O representante do Banco Africano de Desenvolvimento em Angola teceu estas declarações no final de um encontro com os membros do Governo do Cuanza-Norte, no qual participou com uma delegação de 14 assessores seniores do Conselho de  Administração, que se deslocou a Angola para se inteirar melhor das suas operações no país.
No encontro, o director do Gabinete de Estudos e Planeamento do Cuanza-Norte, Edinildo Mateus Lopes Teixeira, apresentou aos assessores do BAD as principais potencialidades da província, tendo destacado os sectores da agropecuária, indústria, pesca, energia, águas, turismo e geologia e minas como potenciais áreas para os investimentos.
 Joseph Martial Ribeiro disse que a província do Cuanza-Norte tem enormes potencialidades e “o Banco está interessado em trabalhar  com os ministérios das Finanças, Economia, Planeamento e com o próprio Governo Provincial, para identificação de possíveis operações integradas de desenvolvimento.
Joseph Martial Ribeiro sustentou que este tipo de projectos abrangem várias áreas e permitem dar uma resposta a vários desafios e alavancar o potencial, não só dos sectores institucionais do Estado, mas para intervenções no sector privado.
O encontro mantido com os membros do Governo do Cuanza-Norte deu início a um diálogo com o BAD, para se avaliar as possibilidades de investimentos.
Joseph Martial Ribeiro admitiu que, numa avaliação prévia, as áreas que o Gover-no mencionou coincidem com as prioridades do BAD. “Mas, para início de qualquer projecto na província é ne-cessária a disponibilidade de estudos de viabilidade, sendo o primeiro passo a identificação e o levantamento dos estudos disponíveis, para examinar as avaliações e manter-se uma melhor concertação com o Ministério das Finanças e analisar o valor necessário.” 
Desde 1980, o Governo angolano tem estado a investir correctamente os valores disponibilizados pelo BAD para diversos programas, que acompanham rigorosamente todos os processos de gestão de projectos. “Os resultados até aqui são bons, não tendo dúvida de que tudo vai se consolidando no tempo, com o surgimento de novos investimentos, além da capacitação que tem sido feita na íntegra”, confirmou Joseph Martial Ribeiro.
O representante do BAD em Angola disse  que as projecções apontam para uma dinâmica muito positiva neste momento, referindo-se a um novo rumo da  economia e do espírito de abertura  que favorece o investimento. Para o BAD, disse, Angola é a terceira maior economia da África Subsaariana, uma economia que ninguém no continente e mesmo a nível internacional pode ignorar, e a presença dessa delegação do BAD demonstra o interesse que o banco dedica a Angola.
A deslocação da delegação do BAD ao Cuanza-Norte e Malanje serviu para percorrer o Aproveitamento Hidroeléctrico de Laúca e entender também as ambições do Governo em matéria de geração de energia eléctrica no rio Kwanza, além de se inteirarem  do potencial que este bem vai trazer à exportação na região Austral de África.
Em 2014, o BAD garantiu mil milhões de dólares para apoiar o sector de energia. Por isso, indicou, “foi importante ver a dimensão e a ambição que o Governo tem para Angola e todos os membros da delegação voltam com uma ideia muito firme em termos de vontade política, vontade de diversificar a economia e vontade de desenvolver projectos de grande dimensão”.
O Banco Africano de Desenvolvimento tem uma cooperação com Angola desde 1980, com uma carteira de investimentos avaliada em  2,1 mil milhões de dólares, distribuídos por mais de 44 projectos.

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