Economia

BAI apoia várias empresas com 30 milhões de kwanzas

Isaque Lourenço

Os produtos “Crédito Facilidade de Tesouraria” e “Descoberto Bancário”, do Banco Angolano de Investimentos (BAI), estão a apoiar as empresas e cooperativas interessadas com um valor médio de 30 milhões de kwanzas (51,1 mil dólares).

Iniciativa do Banco Nacional de Angola é acompanhada por operadores da banca comercial
Fotografia: DR

Ao que soube o Jornal de Angola de beneficiários, que preferiram o anonimato, o processo é célere e sem burocracia, contrariando o normal procedimento de exigências de muitas garantias como ocorre com a generalidade da banca.

A fonte avança que basta ter a contabilidade estruturada, para que a equipa de apoio do banco auxilie na continuidade dos demais procedimentos.

Recentemente, em entrevista a este diário, a directora interina de marketing, Catarina Rangel, disse existir o registo de um elevado interesse das empresas clientes e não clientes do banco.

Lembrou que todas as empresas se podem candidatar aos produtos em referência, mas que a maioria já auscultada têm problemas com a sua contabilidade organizada, tal como balancetes ou mesmo fluxos de caixa, ou ainda não conseguem apresentar garantias ao banco, como por exemplo, legalização do património e o registo da titularidade dos imóveis para apresentação de garantias reais.

De acordo com o mais recente estudo “Banca em Análise”, o BAI continua a ser o banco em Angola com maior volume de depósitos captados, seguido pelo BFA, BPC, Atlântico e BIC.

Linha de liquidez

A perspectiva de assegurar um ambiente empresarial estável em época de Covid-19, que trouxe consigo uma generalizada crise nos mercados internacionais e que Angola não foi excepção, motivou o Banco Nacional de Angola (BNA) a lançar, em Abril, um “plafond” de 100 milhões de dólares, para apoiar as empresas angolanas com dificuldade.

Os últimos dados disponibilizados pelo banco central dão conta de um desembolso acima de 80 por cento, já realizados para a compra de dívida demais de 70 empresas. Nesse processo, os bancos BAI e BFA surgem com mais desembolsos.

A opção do banco central de comprar dívida às empresas, visou reforçar a estratégia de alívio económico adoptada pelo Governo, que cedeu apoios financeiros, adiou, e em alguns casos também reduziu, impostos a serem pagos pelas empresas no ano em curso.

A linha de liquidez para Compra de títulos públicos às Empresas do Banco Nacional de Angola ocorre ao abrigo dos Instrutivos nº 06 e nº 09 deste ano, através dos quais foi disponibilizado um “plafond” de 100 milhões de dólares, equivalentes a mais de 50 mil milhões de kwanzas.

Com o referido programa, o BNA assume adquirir os títulos públicos das empresas junto da banca, em troca de “cash” (dinheiro ao vivo), uma operação de tesouraria que busca aliviar pressões manifestadas publicamente pelos empresários, fruto da Covid-19.

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