Economia

Banca apresenta défice de quadros licenciados

Natacha Roberto

As cerca de 30 instituições bancárias que operam em Angola têm um défice de 70 por cento de quadros licenciados, dispondo globalmente de apenas 30 % de graduados, declarou ontem, em Luanda, o administrador do Banco Nacional de Angola (BNA) Tavares Cristóvão.

Representantes institucionais na conferência promovida pelo BNA
Fotografia: Domingos Cadência | Edições Novembro

O responsável, que falava à imprensa à margem do Ciclo Anual de Conferências do BNA, que abordou o tema “O capital humano no sector financeiro angolano”, considerou ser necessário trabalhar para melhorar o desempenho dos quadros nas instituições financeiras.
Tavares Cristóvão informou que a banca emprega actualmente 23,6 mil profissionais com idades compreendidas entres os 25 a 35 anos. “Notamos um défice porque muitos técnicos ainda estão a frequentar a universidade. Temos facilitado programas de capacitação e incentivo para melhorar a prestação de serviço dos bancários”, disse.
O administrador prevê que, dentro de uns três anos, espera-se alterar o quadro de défice de profissionais com formação académica, porque o sistema considera a graduação um facilitador na actividade bancária.
A directora de Capital Hu-mano do Banco Angolano de Investimento (BAI), Irene Graça, informou que a instituição concedeu este ano 100 bolsas de estudos para garantir mais quadros formados. “Se todos juntarmos esforços para desenvolver competências para o mercado, vamos formar quadros que tragam mais-valia para a banca”, disse. Na sua opinião, o reforço do grau académico dos quadros internos que possuem muitos anos de carreira devia constituir também uma estratégia para a melhoria da prestação de serviço às organizações. Para Irene Graça, as instituições bancárias devem criar parcerias com as instituições académicas com objectivo de reformular a estratégia de formação dos quadros que são inseridos no mercado de trabalho.

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