Economia

BFA com elevado peso em banco português

O contributo do lucro do Banco de Fomento Angola para o lucro consolidado do BPI nos nove meses de 2017 atingiu os 154 milhões de euros, um valor ainda elevado, apesar de o banco português anunciar a redução da sua posição no mercado angolano, em obediência ao Banco Central Europeu (BCE).

Fotografia: Edições Novembro

Pablo Forero, presidente-executivo do BPI, lembrou que a instituição portuguesa detém 48 por cento  no BFA, com dois administradores não executivos. “Temos uma recomendação do BCE para reduzir ainda mais essa participação. Estamos a falar com o BFA e a trabalhar para ver qual é a melhor maneira de fazer isso”, adiantou.
O BPI vendeu dois por cento do Banco de Fomento Angola e procedeu à desconsolidação do banco angolano nas contas, na sequência de uma exigência do Banco Central Europeu.
O gestor destacou que a análise da redução da posição no BFA é para ser feita “com calma”.  Pablo Forero disse ainda que o BPI está a preparar-se para “não depender dos resultados de Angola”. “Temos um Return On Equity (ROE) em Portugal que é maior do que o consolidado, portanto estamos praticamente lá. Não temos de estar preocupados com isso.”
O Banco BPI registou um lucro líquido de 23 milhões nos nove meses de 2017, que compara com um lucro consolidado de 183 milhões de euros em igual período do ano anterior, anunciou o BPI. O banco, que desde o mês de Fevereiro pertence ao grupo CaixaBank, registou um aumento de 71 por cento do seu lucro líquido consolidado recorrente, em termos homólogos, para 312 milhões de euros, dos quais 152 milhões de euros provenientes da actividade em Portugal.
Assim, os resultados da actividade em Portugal melhoraram 96 milhões de euros, face aos primeiros nove meses de 2016.  “Os resultados são bons e estamos a progredir bem, sobretudo na área comercial”, disse.

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