Economia

Kwanza registou ligeira apreciação face ao euro

O kwanza apreciou-se face ao euro na sexta-feira, quando o valor da moeda europeia caiu ligeiramente de 349,449 para 349,436 kwanzas, pela primeira vez desde que, a 9 de Janeiro, foi introduzido um regime de câmbio flutuante no mercado primário de divisas.

Moeda angolana permaneceu em alta face ao dólar por três sessões consecutivas
Fotografia: Contreiras Pipa | Edições Novembro

O kwanza apreciou-se face ao euro na sexta-feira, quando o valor da moeda europeia caiu ligeiramente de 349,449 para 349,436 kwanzas, pela primeira vez desde que, a 9 de Janeiro, foi introduzido um regime de câmbio flutuante no mercado primário de divisas.
Num comunicado sobre a evolução do mercado cambial, o Banco Nacional de Angola (BNA) afirmou que a ligeira apreciação do kwanza face à moeda europeia não alterou praticamente a taxa de depreciação definida na sessão anterior, situando-se nos 46,94 por cento, quando em Janeiro era vendido a 185,4 kwanzas.
Os números indicam que, depois de três apreciações seguidas, na sessão de sexta-feira o kwanza depreciou-se face ao dólar, para 304,042, contra o máximo histórico de 304,049 kwanzas registado a 8 deste mês.
Desde o início deste ano, quando um dólar valia 165,92 kwanzas, a moeda angolana depreciou-se 45,42 por cento face ao dólar.
Na sessão em que estas taxas foram apuradas, o BNA disponibilizou 45 milhões de euros, tendo sido colocados 37,666 milhões de euros (83,7 por cento).
Pela sexta vez este mês, bem como desde o início do ano, o montante disponibilizado pelo banco central angolano não foi adquirido na totalidade pelos 12 bancos comerciais que participaram no leilão. No início deste mês, o BNA anunciou que, em Outubro, vai colocar no mercado primário 650 milhões de dólares norte-americanos em divisas distribuídas por 14 sessões, tendo, desde o dia 1, disponibilizado mais de 620 milhões, colocando no mercado primário 474 milhões (75,6 por cento).
Segundo o banco central, o montante é colocado por via de leilões de preços, na venda de divisas, e da quantidade, no caso dos “plafonds” para cartas de crédito.

Venda directa
O BNA abandonou a 1 deste mês a venda directa de divisas, dando autonomia aos bancos comerciais para solucionarem as solicitações de compra de moeda estrangeira.
O BNA declarou que  o sistema ajustado de vendas directas permitiu que o banco central tivesse um entendimento mais preciso sobte a metodologia necessária para a protecção das reservas internacionais e emitisse regulamentação e orientações aos bancos comerciais adaptadas para esse objectivo.
Com esse sistema, o BNA assegurou ainda a alocação imparcial das divisas no pagamento dos atrasados e a atenuação das percepções negativas dos clientes sobre os critérios de selecção dos beneficiários aplicados pelos bancos comerciais.
O BNA entende agora que, após o período de maior intervenção, com o mercado cambial actualmente mais bem regulamentado e com maior regularidade na oferta de moeda estrangeira, estavam criadas as condições para que sejam novamente os bancos comerciais a realizarem a alocação de moeda estrangeira aos seus clientes.
No exercício das suas responsabilidades de supervisor e de autoridade cambial, o BNA comprometeu-se a trabalhar junto das instituições financeiras, para que esta transição seja bem-sucedida e ocorra sem quaisquer impactos negativos na actividade económica do país.

Curso do kwanza face ao euro depois do leilãode sexta-feira
349,436
câmbio apurado
349,449
taxa apurada no leilão anterior
185,4
câmbio em Janeiro de 2018

evolução face ao dólar
304,042
câmbio apurado
304,049
máximo histórico
(8 de Outubro)
165,92
taxa de câmbio em Janeiro de 2018

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