Nova administração no BPC


28 de Março, 2017

Fotografia: Rogério Tuti | Edições Novembro

Ricardo Daniel Sandão Queirós Viegas d’Abreu é o novo presidente do Conselho de Administração e da Comissão Executiva do Banco de Poupança e Crédito (BPC).

A deliberação, comunicada ontem, numa nota, saiu de uma assembleia universal de accionistas realizada na sexta-feira, que, além de definir um modelo de governo, aprovou o aumento do capital social do banco para 90 mil milhões de kwanzas.
O novo Conselho de Administração do BPC definido pela assembleia de accionistas integra 11 membros, dos quais sete fazem parte da Comissão Executiva, cujo presidente é também o PCA, e conta com Carlos Manuel de Carvalho Rodrigues, Pedro Sérgio da Costa Pita-Groz, Marília de Fátima Trindade Viana Poças, Adilson Gabriel Alves Catala, Luís Henriques Fernandes e Óscar Rodrigues, como administradores executivos.
Como administradores não executivos estão Júlio Ângelo da Cruz Correia, Alcides Horácio Frederico Safeca, Djamila Huguete da Silva de Almeida Prata, e Nayole Cristina Cohen dos Santos é administradora não executiva independente.
O Conselho Fiscal é constituído por Jorge Pedro Gonçalves de Carvalho Figueira (presidente) e os vogais Licínio de Freitas Vaz Contreiras e Márcio de Jesus Lopes Daniel. Os accionistas procederam igualmente à eleição de uma Comissão de Remunerações. “Dada a elevada importância sistémica do Banco de Poupança e Crédito no sistema financeiro, bem como na sua estabilidade, os accionistas acreditam que estão criadas as condições para devolver ao Banco de Poupança e Crédito a sua reputação e rentabilidade nos próximos exercícios”, assinala o documento.
A Mesa da Assembleia dos Accionistas do BPC é formada por Abílio de Almeida Gomes (presidente), José Manuel Chivala (vice-presidente) e Daniel Mateus Fio (secretário). Estiveram presentes o Ministério das Finanças, em representação do accionista Estado, detentor de 75 por cento do capital social, para o efeito representado pelo ministro das Finanças, Augusto Archer Mangueira, o Instituto Nacional de Segurança Social, detentor de 15 por cento do capital social, representado por Sebastião Adão Mixinge, e a Caixa da Segurança Social das Forças Armadas, detentora de 10 por cento do capital social, representado por Jacinto Pedro Cavunga. A vice-governadora do Banco Nacional de Angola, Suzana Camacho Monteiro foi convidada a testemunhar a assembleia universal em representação do governador. O conselho cessante foi nomeado em Outubro de 2016 pelo Presidente da República e tinha como membros não executivos Cristina Florência Dias Van-Dúnem (presidente do Conselho de Administração), Rosa José Silvério Correia Victor, Júlio Ângelo Correia Victor, Djamila Huguete Silva de Almeida Prata e Alcides Horácio Frederico Safeca.
Já a equipa dos administradores executivos do Conselho de Administração do BPC era composta por Zinho Manuel Baptista (presidente da Comissão Executiva), João António Freire, Sebastião João Manuel, João Domingos dos Santos, Pedro Sérgio da Costa Pitta Groz e Carlos Manuel de Carvalho Rodrigues. O Banco de Poupança e Crédito tem peso capital no sistema financeiro do país e é considerado um pilar da economia nacional.
Antigo Banco Popular de Angola, o BPC é, ao lado do Banco de Comércio e Indústria (BCI), o primeiro banco comercial do sistema financeiro angolano.
O sistema bancário nacional passou então a ser composto, para além do BNA, por mais dois bancos comerciais constituídos sob forma de sociedades anónimas de capitais públicos.
Surge em 1991, quando o Governo iniciou a implementação da reforma do sector financeiro e aprovou uma nova legislação, criando um sistema bancário de dois níveis, nomeadamente através das leis nº. 4/91 - Lei Orgânica do Banco Nacional de Angola e nº. 5/91 - Lei das Instituições Financeiras, que acabou com o monopólio do Estado no sector financeiro.

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