Economia

Banco Económico está a cobrar por via judicial

O Banco Económico, que herdou os activos do extinto Banco Espírito Santo Angola (BESA), liquidado depois 2014 após uma elevada carteira de crédito malparado, está a realizar cobranças judiciais, como testemunham editais do Tribunal Provincial de Luanda publicados ontem nas páginas de utilidade pública do Jornal de Angola.

Económico vai atrás de devedores por intermédio da Justiça
Fotografia: Angop

Nos documentos, a Sala do Cível Administrativo do Tribunal Provincial de Luanda solicita que Florindo da Costa Martins e a Sociedade Imoprime paguem dívidas ou nomeiem bens à penhora por uma dívida de 206,4 milhões de kwanzas, acrescida de 57,5 milhões de kwanzas em juros vencidos.
Num outro edital, é citada a sociedade Imoprime para pagar 34,9 milhões de dólares ao Banco Económico, além de 50 milhões de kwanzas em custas e encargos legais, esta última no quadro de uma condenação.
Informações em Abril publicadas pela imprensa em Angola e Portugal dão conta que a comissão liquidatária do Banco Espírito Santo está a trabalhar em três frentes para recuperar o dinheiro perdido com o BESA, de que era o principal accionista.
Um desses planos teve desenvolvimentos em finais daquele mês, quando um edital foi publicado neste mesmo jornal a dar um prazo para os antigos accionistas do banco (as empresas de investimentos Portmill e Geni, bem como os antigos gestores Carlos Silva e Álvaro Sobrinho) para contestarem o pedido de condenação a indemnizarem em 273 mi-lhões de euros.

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