Economia

Banco de Comércio e Indústria investe forte no crédito agrícola

Venâncio Víctor | Malanje

O Banco de Comércio e Indústria (BCI) financiou em 15 milhões de kwanzas a execução do Programa do Governo de Crédito Agrícola de Campanha nos municípios de Cangandala e Quela, província de Malanje, em parceria com a Organização Não Governamental  Acção para o Desenvolvimento Rural e Ambiente (ADRA).

Momento em que o presidente do Conselho de Administração do BCI e uma camponesa assinavam o contrato de financiamento agrícola
Fotografia: Eduardo Cunha

A informação foi dada terça-feira pelo director da ADRA, Fernando Santos,  no termo da visita de acompanhamento do presidente do conselho de administração do BCI, Filomeno Ceita, aos campos de cultivo das associações de camponeses de Cangandala. “O crédito  abrangeu 434 camponeses dos dois municípios integrados em seis associações que receberam cada uma   mais de três milhões de kwanzas para a campanha agrícola 2015-2016.” Entre as associações beneficiárias do empréstimo em Cangandala destacam-se as associações Kudikwatekessa e Deolinda Rodrigues, que cultivaram entre 20 e 26 hectares de mandioca cada.
O secretário da associação Kudikuatekessa, Jacinto Simões, apontou como dificuldades dos associados a falta de sementes, instrumentos de trabalho, meios de transporte para o escoamento da produção agrícola e uma moagem para a produção de fuba-de-bombó para acelerar a venda deste produto e aliviar os esforços físicos das mulheres rurais, após a actividade do campo.
O presidente do conselho de administração do BCI, Filomeno Ceita, garantiu apoios suplementares para incentivar o empenho e dedicação dos agricultores que apresentam níveis satisfatórios de produção.
“O BCI, na qualidade de banco público e no âmbito do crédito agrícola de campanha, veio até Malanje para certificar os resultados do financiamento concedido aos camponeses”, disse, para sublinhar que está  satisfeito não só pelos níveis de produção mas também pelo aspecto  das culturas. “Com o apoio técnico da Acção para o Desenvolvimento Rural e Ambiente vai ser possível a obtenção de bons resultados, contribuindo para o combate à fome e pobreza.”

Parceria com a ADRA


Filomeno Ceita disse que a Organização Não Governamental Acção para o Desenvolvimento Rural e Ambiente (ADRA) é um importante parceiro do BCI na implementação e materialização do crédito de investimento, que disse ser um grande desafio para a instituição que dirige. O presidente do Conselho de Administração do BCI disse  que com a experiência da ADRA no trabalho com as comunidades rurais, incluindo as Estações de Desenvolvimento Agrário, é possível a concretização do lançamento do crédito no município de Calandula, onde são beneficiados mais mil camponeses. Os contratos para a concessão do empréstimo foram rubricados pelo presidente do conselho de administração do BCI e pelos responsáveis das associações de camponeses, num total de nove, das quais duas pertencentes à sede municipal. “Cada camponês vai receber 500 mil kwanzas, a serem reembolsados no prazo de um ano”, disse Filomeno Ceita”. Vocês são os contemplados nas vossas associações e esperamos que tudo corra bem porquanto o BCI  assume as suas responsabilidades, cumprindo  as orientações sobre o crédito de campanha”, sublinhou Filomeno Ceita, que prometeu visitar regularmente as áreas de cultivo para uma percepção clara do resultado do financiamento.
Um dos signatários do contrato de financiamento, Marcos Luamba, referiu que parte do dinheiro recebido vai ser aplicado na mecanização agrícola para aumentar as áreas de cultivo.
 No âmbito do crédito agrícola de campanha são apoiados pelo BCI dois mil camponeses das províncias de Malanje, Huambo e Huíla, contando com o apoio de outros parceiros sociais com larga experiência no trabalho com as comunidades, como é o caso da ADRA.
Filomeno Ceita realçou a intenção do Governo Provincial de Malanje na expansão do programa a outros municípios com fortes potencialidades agrícolas, como é o caso da região do Songo,  que compõe os municípios de Cambundi Catembo, Luquembo e Quirima, com fortes tradições na produção de algodão e outras culturas alimentares da região norte.
A este respeito, Filomeno Ceita argumentou que o processo passa  primeiro pela consolidação das acções realizadas nas áreas de implementação dos projectos e depois disso podem ser dados passos noutras direcções.

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