Economia

Banco Kwanza transparente

O Jornal de Angola publicou, na sua edição de ontem, uma matéria sobre o Banco Kwanza Invest (BKI) na qual a instituição reage a informações postas a circular sobre alegada má conduta financeira.

No texto, logo no primeiro parágrafo, como se pode depreender, foi subtraído o advérbio de negação, dando outro sentido à mensagem. Assim, o que se pretendeu dizer é que o Banco Kwanza Invest não é utilizado por pessoas politicamente expostas. O banco opera de forma transparente, divulgando extractos de contas e relatórios anuais publicamente, sobre as suas actividades financeiras.
No comunicado, o Banco Kwanza Invest esclarece também a situação da empresa Kijinga que, segundo Rafael Marques, tem apenas um funcionário e recebeu investimento do Fundo Soberano de Angola para prestação de serviços no valor de quase 100 milhões de dólares. “De acordo com a Lei angolana, a Kijinga foi criada como sociedade anónima com personalidade jurídica, independentemente de ter funcionários ou não. Tem um conselho de administração eleito, o que preenche os requisitos fundamentais para a sua existência”, esclarece o BKI.
“Os accionistas iniciais da Kijinga transferiram, em 2012, as suas acções para o Banco Kwanza Invest, que por sua vez as vendeu ao Fundo Soberano de Desenvolvimento de Angola. A empresa Kijinga não tem como objecto prestar serviços mas está focada na criação de empresas na fase de arranque para micro negócios de empresários angolanos”.
O Banco Kwanza Invest esclarece que as suas contas são auditadas por empresas terceiras independentes e são divulgadas publicamente. Ao mesmo tempo que afirma que as alegações feitas contra o BKI “são totalmente falsas e prejudiciais” para o negócio. O banco indica que, em 2013, teve um total de activo de 91 milhões de dólares, e um total de fundos próprios de dez milhões de dólares. No mesmo ano, os lucros atingiram 283 milhões de kwanzas (não dólares como referido por Rafael Marques), o que representa um valor de menos de três milhões de dólares.
No artigo, segundo o comunicado, Rafael Marques afirma que o BKI teve, em 2013, “um resultado negativo de 225 milhões de dólares, que se transformou, sem explicação plausível, em resultado positivo de 283 milhões de dólares”.
Quanto ao Relatório Anual de 2014, o BKI afirma que está em processo de apresentação das informações financeiras necessárias, que estarão disponíveis após o encerramento da actual auditoria em curso.
Rafael Marques diz que a empresa de auditoria A. Paredes e Associados - Angola, Auditores e Consultores Lda, não recebeu informações financeiras vitais para o Relatório Anual 2011/2012. “Uma vez mais, isto é completamente errado, pois todas as informações necessárias para os Relatórios Anuais anteriores foram fornecidas”, afirma o comunicado do BKI.

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