Economia

Bancos comerciais têm activos elevados

O valor dos activos totais dos bancos que operam em Angola aumentou 16 por cento para 8,70 mil milhões de kwanzas em 2016, face a 2015, de acordo com um estudo sobre o sector bancário angolano apresentado na quinta-feira, em Luanda, pela empresa de consultoria Deloitte.

Peso dos depósitos em moeda angolana manteve a tendência de crescimento
Fotografia: Francisco Bernardo | Edições Novembro


O estudo intitulado “Banca em análise, nova era, novos caminhos” adianta que o estatal Banco de Poupança e Crédito continuou a liderar a lista com um activo total de 1,69 mil milhões de kwanzas.
O valor dos activos de cinco bancos – de Poupança e Crédito (BPC), Angolano de Investimentos (BAI), de Fomento Angola (BFA), BIC e Millennium Atlântico – cresceu no ano passado 23 por  cento face a 2015, representando em 2016 cerca de 73 por cento dos activos totais do sector.
O estudo aos 25 bancos em actividade em Angola em 2016 informa também que os resultados líquidos ascenderam a 174 mil milhões de kwanzas, com um crescimento de cerca de 55 por cento em relação a 2015.
O estudo informa que o peso dos depósitos em moeda angolana manteve a tendência de crescimento, em detrimento da moeda estrangeira, passando a representar 67 por cento dos depósitos totais.
O valor total dos depósitos de clientes no sector bancário nacional atingiu 7,04 mil milhões de kwanzas nesse ano, representando um crescimento de 16 por cento face a 2015, valor que incorpora o efeito da valorização dos depósitos em moeda estrangeira ao câmbio oficial.
Em relação ao crédito líquido a clientes, registou-se também um aumento em comparação ao ano 2015, tendo ascendido a 3,06 mil milhões de kwanzas, representando um crescimento de 12 por cento face a 2015.
A secretária de Estado do Orçamento, Aia-Eza da Silva, disse no decurso da cerimónia de apresentação do estudo, que os activos dos bancos comerciais angolanos em 2016 representaram cerca de 63 por cento do produto interno bruto (PIB), anunciou na quinta-feira a secretária de Estado do Orçamento, Aia-Eza da Silva. Dada a importância da actividade bancária na economia, a secretária de Estado, que falava na apresentação do estudo banca em análise da Deloitte, considerou fundamental conhecer profundamente a realidade patrimonial das instituições bancárias.
Para Aia-Eza da Silva, a actividade bancária constitui a dimensão mais relevante do sistema financeiro angolano, um negócio que envolve muitas partes interessadas e acarreta riscos que afectam consideravelmente as famílias e empresas. A secretária de Estado considerou que a regulação e a supervisão desempenham um papel decisivo, identificando riscos imprudentes das instituições financeiras e manifesta os conflitos de interesses dos seus gestores que muitas vezes agem em benefícios primários dos seus accionistas, esquecendo-se da sua actividade.
Pontualizou que o Estado aprovou um programa que define as medidas de políticas fiscais, monetária e cambial para os próximos seis meses, para robustez do sistema bancário nacional, de modo a jogar um papel fundamental nos programas estruturantes de transformação da economia, nos quais a criatividade, parceria e a participação serão essenciais para sua concretização.
Aia-Eza da Silva explicou que a elaboração da estratégia do sector bancário, alinhada às boas práticas adoptadas internacionalmente, já em curso no país, visa garantir um bom desempenho da banca nacional.Para a secretária, um dos aspectos fundamentais para a robustez do sistema financeiro nacional é a existência de uma cultura de poupança.
A Secretária de Estado do Tesouro apelou aos bancos para fomentarem a cultura de poupança, um aspecto fundamental no programa nacional da literatura financeira, assim como a adopção das boas práticas adoptadas internacionalmente.

Tempo

Multimédia