Economia

BCI: Capitalização maximiza ganhos da privatização

Ao autorizar, em meados de Maio, uma emissão especial de Obrigações do Tesouro de até 30 mil milhões de kwanzas a favor do BCI, o Governo está a valorizar os activos do banco, para maximizar os ganhos com a privatização, prevista para este ano.

Fotografia: DR

Isso mesmo foi declarado a este jornal por uma fonte do IGAPE que manifestou optimismo quanto ao sucesso da operação, considerando a recente autorização para a capitalização do banco, “como decisão estratégica do accionista”. Além disso, prosseguiu para realçar o optimismo, o banco está a realizar operações de saneamento financeiro e reorganização interna, de forma a potenciar o valor, com reflexos nos ganhos económicos da operação de privatização.

A fonte também apontou o modelo previsto para a privatização do BCI, de leilão em bolsa com contratos pré-seleccionados, como a garantia do “melhor mecanismo de transparência na descoberta do preço” do banco.  “Os candidatos terão, de forma equitativa, acesso às propostas apresentadas pelos demais participantes ao leilão, podendo, em tempo útil, reagir de forma concorrencial, com base no preço que determinem como o mais justo, de acordo as suas avaliações”, notou.

No formato adoptado para a privatização do BCI, o leilão em bolsa é a segunda fase do concurso: inicialmente, os candidatos serão submetidos a um processo de pré-selecção com base nos critérios de qualificação a serem apresentados no caderno de encargos.  Só os candidatos que obedeçam os critérios terão acesso à fase de apresentação das propostas financeiras, obtendo acesso ao leilão em bolsa.

A privatização do BCI em 100 por cento é representada pela alienação da parcela detida pelo Tesouro, de 98,92 por cento do capital social, e do restante, repartido pela Sonangol, ENSA, Porto de Luanda e TAAG (com 0,19 por cento cada), Endiama, TCUL, Cerval, Angola Telecom (0,08 por cento cada), bem como pela Bolama (0,01 por cento).

 

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