Economia

BCI retoma crédito com maior rigor nas garantias

Regina Handa

O Banco de Comércio e Indústria (BCI) retomou, há uma semana, a concessão de crédito aos clientes, depois da interrupção em Abril último, devido à reorganização interna, tendo em vista a privatização anunciada publicamente.

Fotografia: DR

A partir de agora, os clientes que pretendam obter crédito no Banco de Comércio e Indústria (BCI) terão de apresentar uma garantia de qualidade, por causa das novas medidas do Banco Central, segundo o director de Marketing e Comunicação, Walsheider Fernandes.
Justificou que o banco nunca se fechou à cedência de crédito, mas sim esteve num processo interno de reestruturação da carteira creditícia. Informou ainda que os créditos continuam com os mesmos moldes, sobretudo, o “Crédito Salário”, o chamado Adiantamento Salarial, até seis meses e o “Cria Condições” até três ou quatro anos.

Além disso, o banco público tem no seu pacote de empréstimo o “Crédito Automóvel”e de “Seguro Automóvel”.
A equipa de reportagem do Jornal de Angola foi a três agências do Banco de Comércio e Indústria para constatar a veracidade da informação, tendo “in loco” verificado que os clientes já começaram a solicitar os créditos, em função do interesse de cada um.

Apurou-se que além dos documentos habituais para a concessão de crédito, o cliente tem de preencher um formulário de “Seguro de Vida” como garantia de qualidade. Isso acontece especificamente no caso do Adiantamento Salarial, cujo processo é feito pela STAS – Seguros de forma presencial nas instalações bancárias onde o cliente se dirigir. A taxa do seguro é em função do montante do crédito solicitado. Constatou-se também que o prémio de seguro exigido é bastante baixo. Por exemplo, se um cliente BCI solicitar adiantamento de até 350.000 kwanzas, fica na ordem de 7.480 mais ou menos durante os seis meses.
Ainda sobre os créditos, o limite máximo é de até dois salários líquidos, a obrigatoriedade de “Seguro de Vida” para todos os prazos (1 a 6 meses) e uma taxa de esforço de 40%, conforme Aviso do Banco Nacional de Angola (BNA).

Na semana passada, o BCI anunciou um resultado líquido de 4.185 milhões de kwanzas no primeiro semestre, invertendo as perdas observadas no mesmo período do ano passado, quando registou um resultado negativo de -1.867 milhões.
Numa nota, o banco declarou que o resultado foi impulsionado pela reversão de imparidades (quando a quantia recuperável é inferior à escriturada) sobre 8.049 milhões de kwanzas, 6.623 milhões dos quais afectos à carteira de crédito, o que acontece no quadro de uma estratégia de recuperação e diminuição do crédito vencido.

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