Economia

Boeings 737-700 asseguram voos domésticos e regionais

Alexa Sonhi|

A companhia aérea de bandeira TAAG vai manter operacionais os seus aviões de marca Boeing-737-700, sem qualquer alteração da sua programação de voos das rotas domésticas e regionais, por não haver razões técnicas, nem de outra natureza, para manter as aeronaves em terra, disse ao Jornal de Angola o porta-voz da empresa.

Voos para São Tomé e Príncipe, Lusaka, Harare, Brazzaville, Windhoek e Kinshasa vão continuar a ser efectuados
Fotografia: Dombele Bernardo | Edições Novembro

Carlos Vicente disse que os Boeing 737-700 vão continuar a operar, mas respeitando os alertas da Agência de Aviação Civil norte-americana (FAA) de proceder à fiscalização regular e mais rigorosa das pás de ventoinha dos motores destes mesmos aviões.
Há dias, a Agência de Aviação Civil norte-americana alertou as companhias aéreas utentes de Boeing 737 para a necessidade de efectuarem fiscalização das pás das ventoinhas dos motores, pelo facto de ter ocorrido um incidente, no passado dia 17 do corrente mês, com uma aeronave deste modelo, nos Estados Unidos da América.
O porta- voz da TAAG desmentiu informações postas a circular segundo as quais a companhia de bandeira tinha suspendido os voos domésticos e regionais, devido a um suposto problema nos Boeing 737-700 utilizados frequentemente nestas rotas.
Com cinco Boeings 737-700, a TAAG voa com regularidade para São Tomé e Príncipe, Lusaka (Zâmbia), Harare (Zimbabwe), Brazzaville (Congo) e Kinshasa (República Democrática do Congo), enquanto que a nível doméstico escala todas as capitais de províncias.
De acordo com Carlos Vicente, a orientação que existe da parte do fabricante norte-americano é que seja intensificado o processo de fiscalização e manunteção dos motores de todos os aviões Boeing 737 para se evitar que acidentes do género voltem a acontecer.
O acidente de terça-feira com a aeronave da companhia aérea norte-americana, Southwest Airlines, provocou a morte de uma mulher, que segundo os passageiros terá sido parcialmente sugada por uma janela danificada pelos destroços do motor que avariou e partiu em pleno voo.
A análise preliminar dos investigadores ao acidente, ainda na terça-feira, revelou que o acidente com o Boeing 737 foi em tudo similar ao ocorrido com outro avião da mesma companhia aérea em 2016, o qual levou na altura o construtor dos motores a recomendar novas inspecções às pás de ventoinha de muitos Boeing 737.
Segundo Carlos Vicente, a TAAG vai continuar a cumprir à risca todas as directrizes das autoridades aeronáuticas nacionais e internacionais, disse, para acrescentar que tão logo o Instituto Nacional de Aviação Civil (INAVIC) notificar a companhia sobre algum programa de fiscalização, a operadora vai responder positivamente.

Manutenção local
Carlos Vicente deu a conhecer que a fiscalização e manutenção aos motores dos aviões Boeing 737 da TAAG tem sido feita, em Angola, por técnicos nacionais da empresa, “por serem capazes e competentes para efectuarem estes trabalhos”.
Apesar do alerta da Agência de Aviação Civil norte-americana (FAA), a TAAG tem implementado um programa de manutenção regular e profunda de todos os motores dos seus aviões, quer sejam da frota Boeing 737, quer de outras marcas e modelos.
A fonte do Jornal de Angola informou que é apanagio da companhia de bandeira nacional primar pela segurança aérea, e desde a altura que a TAAG começou a usar os Boeing 737 nunca registou incidentes do género.
"Vamos intensificar as manutenções, mas os voos quer sejam domésticos, quer regionais com os Boeing 737-700 vão continuar a ser feitos com normalidade. Não há motivos para a população ficar alarmada", garantiu o o porta-voz da TAAG.

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